A palavra “humildade” deriva do latim humus, que significa “terra”. Daí se fez a palavra humilis, “humilde”, literalmente “que fica no chão, que não se ergue”.
Uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.
A humildade é a capacidade de aceitar e tolerar os aspectos mais vulneráveis e dolorosos da personalidade. Uma pessoa humilde consegue estabelecer relações interpessoais sustentadas na compreensão, em vez de ser no julgamento e na crítica.
Portanto, humildade é o controle da vaidade.
Uma pessoa subserviente é aquela que se enfraquece, aquela que se dobra, aquela que se diminui.
Uma pessoa humilde é aquela que não sabe tudo, aquela que sabe que ela e outra pessoa juntas podem saber, é aquela que aprende com aquele que sabe menos do que ela, é aquela que sabe que ela e o outro nunca saberão tudo, é aquela que sabe que não sabe tudo, aquela que sabe que a outra pessoa sabe o que ela não sabe.
Portanto, humildade é uma virtude enquanto a subserviência não é uma qualidade.
Adulto de verdade sabe que é pequeno e por isso, cresce.
Humidade é um sinal de inteligência.
Existe aquele vaidoso que finge que não liga para a aparência, finge que é humilde, anda com roupas sujas ou malcuidadas, às vezes, é até rico. Mas na realidade, ele é um vaidoso.
O indivíduo deve ser humilde, pois é mortal, tudo pode mudar, pode perder o sucesso profissional, nada é completamente seguro e definitivo, ou seja, nenhuma conquista é para sempre.
O indivíduo que tem humildade intelectual gosta de saber, aprender e ouvir o outro, inclusive, aquele que sabe menos do que ele.
Reconhecer a necessidade de ser ajudado é um ato de humildade, como também, ajudar o outro é ser humilde na medida em que o indivíduo ao se doar, deve se esquecer dele mesmo.
O indivíduo por ser mais rico ou mais inteligente ou ter mais produção social implica em obrigações, ou seja, cuidar dos outros, ser solidário, gentil, respeitoso.
Assim sendo, o privilégio de ser da elite implica em ajudar mais, cuidar mais, participar mais de todas as atividades construtivas em prol da coletividade.
O indivíduo humilde mantém “os pés assentes na terra” e reconhece as suas limitações e fragilidades.
O exercício da humildade traz tranquilidade ao assegurar ao indivíduo sua identidade na qual estão integradas as suas forças e as suas limitações e incrementa definitivamente a qualidade dos seus relacionamentos.
Portanto, a humildade é inerente à consciência da limitação do nosso saber e é um estado permanente para aprender, com todas as pessoas, respeitando diferentes pontos de vista.
A pessoa humilde sabe que tudo é efêmero e transitório, ou seja, a arrogância não faz sentido quando se tem percepção da transitoriedade das conquistas e sucessos.
“O topo da inteligência é alcançar a humildade.”
Textos Judaicos