O argumento ontológico é o argumento a favor da existência de Deus.
Esse argumento recebe seu nome de duas palavras gregas, uma para ser ou existência (“ontos”) e uma para racionalidade ou raciocínio (“logos”).
A maioria dos argumentos a favor da existência de Deus parte de algum fato sobre o mundo e raciocina que a melhor explicação para esse fato seria a existência e atividade de um ser tão diferente de qualquer coisa no universo físico como se acredita que Deus seja.
Na verdade, o argumento ontológico parte de uma ideia sozinha e, pelo raciocínio, chega à existência de um ser que manifesta essa ideia.
Esse argumento é desenvolvido sob o pressuposto de que a razão humana sozinha, operando sem a ajuda da percepção ou de evidências, consegue extrair pelo menos uma conclusão importante sobre o que existe na realidade.
Ao mesmo tempo, é possível pensar o que Blaise Pascal (1623-1662), matemático, escritor, físico, inventor, filósofo e teólogo francês disse, ou seja, “é incompreensível que Deus deva existir, e é incompreensível que Ele não deve existir.”.
Santo Anselmo, arcebispo de Cantuária (cerca de 1033-1109) acreditava que Deus era mais bem compreendido como “aquilo de que nada maior pode ser concebido.”
Então, Deus deve ser pensado como o “maior ser possível”?
Com certeza, Deus deve ser pensado como um ser absolutamente perfeito.
Por definição, Deus é aquele e único ser maior possível.
Por isso, um Deus que existe em quaisquer circunstâncias possíveis existe em todas. Logo, Deus existe no mundo real, isto é, nas circunstâncias em que realmente nos encontramos.
Portanto, qualquer ser capaz de existir em certas circunstâncias e deixar de existir em outras não é um ser absolutamente perfeito.
Um ser perfeito precisa ser tão grande e ter uma forma de existência tão forte que não possa deixar de existir. Deus deve necessariamente existir.
Enfim, quer acreditemos ou não que existe um Deus, devemos pelo menos reconhecer a possibilidade de sua existência.
Portanto, Deus é, pelo menos, um ser possível e devemos tratar o conceito de Deus como consistente e coerente ou possível, a não ser que tenhamos uma boa razão para o contrário.
Há filósofos que continuam discordando sobre os argumentos ontológicos a favor da existência de Deus.
O argumento cosmológico é de natureza explanatória.
A ideia básica por trás de todos os argumentos explanatórios é que a existência de nosso universo contingente requer uma explicação, e somente o tipo de ser que os religiosos descrevem como Deus poderia fornecer uma explicação adequada.
Os argumentos cosmológicos a favor da existência de Deus são linhas de raciocínio que partem do fato de que existe um cosmo, ou universo ordenado.
Portanto, há a existência de um ser muito diferente de tudo naquele universo, com propriedades que permitem que sua existência, ao contrário da existência do universo físico, seja autoexplicativa.
Os Teístas perguntam “por quê” e insistem que deve haver uma razão para nossa existência.
É necessário pensar a existência de Deus para fortalecer a fé em nós e termos convicção de que Deus (Força Maior) está dentro e fora de nós.
Na realidade, a existência de algo só é inteligível caso tenha uma explicação, mas a existência de Deus transcende a razão.
A existência do universo, portanto, tem uma explicação científica e transcendental, pois Deus é o universo e está além dele.
Mas será que o universo é aquilo que existe necessariamente?
Nenhum ser senão Deus poderia criar um universo inteiro!
Portanto, uma pessoa racional deve acreditar que existe um Deus, ou seja, é impossível explicar a criação do universo sem a ação de um Ser Supremo.
Porém, Stephen Hawking (1942-2018), cientista, professor e autor de diversos livros sobre Cosmologia afirma: “A abordagem usual da ciência de construir um modelo matemático não consegue responder às perguntas de por que deveria haver um universo para o modelo descrever. Por que o universo se dá a todo o trabalho de existir?”.
Afinal, qual a melhor explicação sobre a existência de Deus?
Parece plausível que a existência de Deus não tenha uma explicação científica ou pessoal, sendo, portanto, ininteligível.
Porém, a existência de Deus pode ser inteligível, não por ter sido causada por algo ou alguém, mas por fluir de sua essência.
Assim sendo, Deus não pode deixar de existir. Deus existe necessariamente. É da natureza essencial de Deus existir.
Portanto, a existência de Deus segue-se logicamente da essência de Deus e nenhuma explicação para Deus é necessária ou possível.
Deus é fundamentalmente diferente do universo.
O próprio conceito de Deus sustenta o argumento, exclui a não existência de Deus.
Mas podemos imaginar a inexistência do universo.
Isso é diferente do conceito de Deus como um ser maior possível.
Se formos racionais, deveremos acreditar que existe um Deus e essa conclusão é uma surpresa para aqueles que associam a crença religiosa não à racionalidade, mas ao lado irracional da vida.
Esse argumento não sustenta simplesmente que é racional crer, mas que é irracional não crer.
Com certeza, o universo é produto de um projeto inteligente e ninguém conseguiria projetar um universo senão Deus, afinal é uma tarefa grandiosa.
Portanto, existe um Deus!
“Eu próprio acredito que os indícios de Deus residem basicamente nas experiências pessoais internas”.
William James (1842-1910), filósofo e importante psicólogo americano.