Morador de prédio resolveu fazer desabafo em rede social logo após chegar em seu apartamento e encontrar a porta arrombada. O crime aconteceu recentemente e passo a transcrever o relato da vítima: “N ão costumo usar o Facebook para esses fins mas infelizmente dia 14.08.2018 eu fui a vítima…arrombaram meu apartamento e levaram computadores, relógios e máquinas fotográficas. Entraram facilmente pela portaria aproveitando a incompetência (ou leniência) do funcionário. São dois pivetes que estão aterrorizando vários bairros vizinhos”. O denunciante colocou a responsabilidade apenas nas costas do porteiro que permitiu a entrada dos marginais juvenis sem autorização e entendo, como especialista em segurança condominial, que isso não é correto. É preciso entender que o trato com a segurança de condomínio deveria iniciar com um “Projeto de Segurança” realizado por profissional da área experimentado, com o intuito de levantar inicialmente as principais falhas e vulnerabilidades e em seguida apresentar as melhores soluç ões visando a minimização de riscos de invasão criminosa. O problema é que na prática não é isso que acontece. Pouquíssimos edifícios usam essa estratégia. A maioria entende que as soluções brotam do síndico, zelador e de moradores que se acham “entendidos” na área de segurança. No futebol, todo brasileiro se acha um pouco técnico, mas sequer pisaram num gramado oficial. Os palpites surgem no calor da emoção do jogo, principalmente quando o time de coração está perdendo ou sendo desclassificado no campeonato. Nas reuniões e assembleias em condomínios os ânimos se afloram e ideias mirabolantes vão pipocando uma a uma. Cada participante se acha dono da verdade, mas poucos apresentam dados técnicos e estatísticos. O problema é que na prática temos apenas a “sensa ção”, mas nenhuma efetividade concreta.
Apresentador do programa operação de risco e experiência de 25 anos como delegado de policia em São Paulo
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