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ComportamentosSaúde

Como o tédio pode curar: a arte de não fazer nada – por Cristiane Sanchez

Cristiane Sanchez
Ultima atualização: julho 9, 2025 11:59 am
Por Cristiane Sanchez 10 leitura mínima
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Vivemos em uma era onde a conexão constante é a norma. Smartphones, redes sociais e notificações incessantes preenchem cada momento de silêncio. A ausência de estímulo é tratada quase como ameaça. Até poucos anos atrás, a espera em uma fila ou o trajeto de ônibus envolviam simplesmente observar as pessoas, as nuvens, o próprio pensamento. Hoje, qualquer minuto de espera é rapidamente ocupado por uma rolagem automática no feed. A ideia de ficar sem fazer nada tornou-se sinônimo de perda de tempo.

Nesse cenário, o tédio é frequentemente visto como algo a ser evitado a todo custo. Porém, em contraste com essa aversão contemporânea, estudiosos e filósofos têm se debruçado sobre o tédio como um fenômeno humano legítimo e até necessário. Estudos recentes sugerem que esse estado de inatividade, quando vivido, pode ser profundamente benéfico para a criatividade, a saúde mental e a reconexão consigo mesmo.

Tédio: um desconforto com nome próprio

A palavra tédio vem do latim taedium, que significa cansaço, enfado. No dicionário, tédio é definido como o “sentimento enfadado provocado pela demora no desenvolvimento de alguma coisa”, uma espera sem garantias, um tempo suspenso que parece não levar a lugar algum. O tédio não é a ausência total de estímulo, mas sim a percepção de que o que está disponível é insuficiente para nos entreter ou nos provocar.

Mas o que exatamente é enfado? Trata-se de uma sensação de cansaço, não físico, mas da alma. Uma espécie de saturação do espírito diante do vazio ou da repetição. Diferente da exaustão, o enfado não esgota, ele incomoda. Ele nos coloca em contato com o ritmo mais lento da existência, um tempo não programado que a modernidade insiste em eliminar.

Se o tédio é o oposto da diversão, isso revela ainda mais sobre como ele é visto culturalmente. A diversão do latim divertere, que significa “desviar” é, por essência, uma fuga. Diversão é movimento, estímulo, escape. Tudo o que nos tira de nós mesmos. O tédio, por outro lado, nos devolve a nós. Ele nos obriga a permanecer em companhia própria. Sem roteiros, sem estímulos, sem notificações que nos salvem de um silêncio que não pedimos. Ele suspende o fazer e nos entrega ao ser.

No entanto, esse desconforto pode conter um convite poderoso: o de relembrar que não somos feitos apenas para produzir ou consumir, mas também para sentir, refletir, criar, ser. O tédio, em sua essência bruta, é um espaço fértil que se abre entre uma distração e outra, e que pode florescer se tivermos coragem de senti-lo.

O tédio como catalisador da criatividade

Pesquisas indicam que o tédio pode estimular a criatividade. Um estudo da Universidade Central Lancashire, no Reino Unido, revelou que participantes que realizaram tarefas monótonas, como copiar números de uma lista telefônica, apresentaram maior capacidade de pensamento criativo posteriormente. A explicação está na “divagação mental”, um estado em que a mente, livre de estímulos externos, faz conexões inesperadas entre ideias, promovendo insights criativos.

A psicóloga Sandi Mann, autora de diversas pesquisas sobre o tema, observou que o tédio nos empurra para dentro — e que esse movimento interior favorece o surgimento de ideias originais. Quando nos desligamos do excesso de consumo, a mente começa a criar. Segundo Mann, “o tédio é um mecanismo de busca interna por sentido”.

Outro estudo, publicado no periódico Academy of Management Discoveries (2018), mostrou que indivíduos entediados tenderam a apresentar mais criatividade em tarefas de escrita quando comparados a grupos não entediados. A explicação científica é que, na ausência de estímulos externos, a mente busca atividade internamente, aumentando a flexibilidade cognitiva.

E não é só a ciência que reconhece esse fenômeno. Grandes inventores, artistas e pensadores já descreveram o tédio como uma força propulsora. Charles Darwin afirmou que muitos de seus melhores insights vinham em momentos de total inatividade, andando sozinho no jardim.

O tédio e a saúde mental

A ausência de pausas genuínas pode sobrecarregar a mente. De acordo com dados do Ministério da Saúde do Brasil, houve um aumento de mais de 30% nos atendimentos relacionados a transtornos de ansiedade entre 2017 e 2023. Embora o tédio não seja diretamente citado como fator, especialistas apontam que a aversão à inatividade pode estar relacionada ao aumento do estresse e da exaustão emocional.

O psiquiatra espanhol Enrique Rojas afirma que a cultura da distração nos viciou em pequenas doses de dopamina: curtidas, mensagens, notificações. Isso nos deixa menos tolerantes à frustração e ao silêncio. Paradoxalmente, quanto mais fugimos do tédio, mais angústia sentimos. Permitir-se momentos de inatividade é quase um ato de rebeldia no mundo tecnológico atual. No entanto, esses momentos são essenciais para o bem-estar. Eles proporcionam uma pausa necessária para o cérebro processar informações, consolidar memórias e gerar novas ideias.

O ócio criativo: onde nasce o pensamento profundo

O sociólogo italiano Domenico De Masi propôs o conceito de “ócio criativo” para descrever o uso inteligente e prazeroso do tempo livre. Ele sugere que o ócio não é o oposto do trabalho, mas uma forma elevada de produção — uma produção de ideias, de conexões, de cultura. É no ócio que podemos pensar com mais profundidade, imaginar futuros, ou simplesmente perceber o presente.

De Masi afirma que o excesso de ocupação leva à superficialidade. Quando não paramos, apenas reagimos — e deixamos de escolher com consciência. Ao contrário, o ócio criativo nos convida à contemplação e à escuta interior. É o tipo de tempo que não se mede em produtividade, mas em significados.

Wu Wei: a sabedoria da não-ação

Em harmonia com essa ideia, o conceito taoísta de Wu Wei — que pode ser traduzido como “não-ação” ou “ação sem esforço” — oferece uma chave filosófica para viver melhor em tempos acelerados. Longe de sugerir inércia ou passividade, Wu Wei nos convida a agir de forma espontânea, com leveza, respeitando os ritmos da vida em vez de lutar contra eles.

Aplicar Wu Wei no cotidiano significa aceitar que nem tudo precisa ser controlado ou planejado. É permitir que as situações se desdobrem sem a interferência ansiosa do ego. É confiar que o fluxo da vida, muitas vezes, sabe mais do que nossos impulsos. Essa postura também nos ajuda a lidar com o tédio de forma mais orgânica: não como algo a ser combatido, mas como parte da paisagem natural da existência.

Exemplos práticos de Wu Wei incluem deixar que uma conversa siga seu curso sem a necessidade de preencher cada silêncio; cozinhar sem pressa, apenas pelo prazer; ou andar por um caminho desconhecido sem destino. São momentos simples, mas profundamente restauradores.

Estratégias para incorporar o tédio de forma saudável

• Desconexão programada: Estabeleça períodos do dia para ficar longe de dispositivos eletrônicos. Pausas de 10 a 15 minutos longe de telas podem reduzir significativamente os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

• Atividades monótonas: Tarefas como caminhar sem destino, regar plantas ou organizar objetos podem induzir ao estado de divagação mental, terreno fértil para o surgimento de novas ideias.

• Meditação e mindfulness: Práticas que incentivam a atenção plena ajudam a cultivar o silêncio como ócio criativo. Meditar por apenas 10 minutos por dia pode melhorar o foco, reduzir a ansiedade e até aumentar a empatia, segundo estudos da Johns Hopkins University.

• Prática de Wu Wei: Adote uma postura de não-interferência sempre que possível. Pergunte-se: isso exige mesmo uma ação agora, ou posso apenas observar? Em vez de reagir automaticamente, espere. Muitas vezes, o que parecia urgente se dissolve no tempo.

O luxo de simplesmente ser

O tédio, longe de ser um inimigo, pode ser um aliado na busca por uma vida mais criativa, equilibrada e significativa. Ao permitir-se momentos de inatividade e adotar a filosofia de Wu Wei, abrimos espaço para a introspecção, o autoconhecimento e a inovação.

Em um mundo obcecado por estímulos constantes, talvez a verdadeira revolução seja, simplesmente, não fazer nada. Reaprender a conviver com o vazio, redescobrir o silêncio, acolher o desconforto e, com isso, reencontrar a nós mesmos.

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Por Cristiane Sanchez
Enfermeira, Dra em Saúde do Adulto, especialista em acupuntura e estética.
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