Por enquanto, acho que a intromissão do presidente dos Estados Unidos em assunto que não lhe diz respeito pode ter desdobramentos prejudiciais ao gigante norte-americano, tanto do ponto de vista das medidas econômicas que anunciou, como pela ligação que estabeleceu entre essa decisão e o julgamento do ex-presidente da república, Jair Bolsonaro, pelo Poder Judiciário do Brasil.
Do ponto de vista exclusivamente das consequências econômicas – embora eu não versado na área – pelas avaliações que tenho acompanhado o Brasil pode ter prejuízos, mas a população americana também os terá com o aumento dos preços dos produtos que serão exportados para lá.
Isso, se Trump não reconsiderar a sua decisão, que, pelo que o mundo tem visto, tem sido revisada com frequência, parecendo, muitas vezes, mais um blefe de quem não tem cartas na manga.
Sobre a questão Bolsonaro, Trump sabe que nada pode fazer, porque nada é mais absurdo do que imaginar que o Judiciário brasileiro vai se render às intromissões e chantagens de um Chefe de Estado que não pode ir além das bravatas que pode fazer.
Por outro lado, com essa bobagem que no máximo pode lhe render notícias na imprensa internacional, Donald Trump na verdade favorece Lula e enfraquece Bolsonaro porque, de um modo geral o sentimento de Pátria é forte aqui como em qualquer outro país do mundo e não admite intervenções estrangeiras em assuntos que devem ser resolvidos soberanamente.
Bolsonaro e seus filhos precisam parar com essa mania de pedir para outros Estados se intrometerem no Brasil para tentar resolver as suas frustrações.
E o pior é que se autodenominam “patriotas” quando tem atitudes que podem ser classificadas como qualquer coisa, menos isso.