Gravíssimo o que publica o “Estadão” hoje: “Investigação da Polícia Federal que resultou em medidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro apontou que ele incentivou as articulações feitas junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para impor sanções ao governo brasileiro por causa do julgamento da ação sobre um golpe de Estado, na qual ele é réu”.
É absurda a intromissão de Trump num assunto interno do Brasil, impondo tarifas de 50% aos nossos produtos, por causa do processo contra quem tentou derrubar a democracia brasileira e de uma acusação leviana de que há censura em nosso país. O Brasil tem plena liberdade de imprensa e pensamento.
Porém, é intolerável, sob o ponto de vista legal, ético e moral, defender como liberdade de expressão os crimes de calúnia, injúria e difamação e as fake news. Esse argumento é improcedente, desonesto e visa confundir a opinião pública. Estou completando 53 anos de jornalismo e, depois do fim da ditadura, jamais tive ameaçada a liberdade de escrever.
O mais grave é que o tarifaço de Trump prejudica nossa indústria e principalmente nosso agronegócio, protagonista global, que é muito importante para nossa economia. Chego a cogitar a hipótese de que o real motivo do presidente dos EUA para a imposição das tarifas seja o temor de que nosso agro continue avançando.
Mesmo com o grande peso do “Custo Brasil”, é difícil para os produtores rurais de todo o mundo competirem com os nossos. Para proteger o agro norte-americano, estaria Trump usando a figura deplorável de Bolsonaro como um patético boi de piranha lesa Pátria? Para pensarmos, amigas e amigos…