O que Trump está fazendo com o Brasil não é uma ação comercial. É um golpe geopolítico, disfarçado de tarifa.
Ao impor uma alíquota de 50% sobre os produtos brasileiros, os EUA atacam o elo mais exposto do BRICS. A mensagem é clara: se o bloco ousar desafiar a supremacia do dólar será punido.
A justificativa? Processos contra Bolsonaro. O resultado real? Uma intimidação aberta, ilegal à luz do Direito Internacional.
A tarifa golpeia milhares de empresas brasileiras ligadas à exportação de carne, café, aço, celulose, aviões, suco de laranja… O que isso significa? Fica mais caro produzir, mais difícil vender, mais arriscado investir. O consumidor sente. O trabalhador paga. O país recua.
A ofensiva também avança para as Big Techs. Trump teme que o endurecimento brasileiro contra abuso de dados e falta de regulação das redes sociais se torne um precedente internacional perigoso e consequências milionárias sérias. O recado:“se vocês tocarem nas nossas empresas, tocaremos na sua economia.
O Brasil precisa ir a campo. Rápido! E redirecionar as exportações. Se os EUA querem fechar portas, abriremos janelas na Ásia, no Oriente Médio, na África.
E mais: levar o caso à OMC, mesmo que o órgão esteja enfraquecido. O importante é construir o registro histórico e o apoio internacional.
Lula precisa mobilizar os BRICS e aliados estratégicos para reagir de forma coordenada. Esse é o momento do bloco provar sua força.
Hora ( ou já passou da hora) do governo mobilizar sua inteligência econômica. Já há equipes estudando a migração de mercados? Há planos de escalar os acordos com China, Índia, e demais países? Há medidas de proteção aos setores produtivos mais atingidos?
Definitivamente não seremos instrumento da vingança política de quem vê os BRICS como ameaça. O que Trump jogou no ventilador é o futuro do Brasil como país soberano.