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Lendo A Democracia “Ainda Está Aqui”. Por Roberto Livianu
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A Democracia “Ainda Está Aqui”. Por Roberto Livianu

Roberto Livianu
Ultima atualização: março 5, 2025 3:30 pm
Por Roberto Livianu 6 leitura mínima
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O filme escancara para o mundo as atrocidades da ditadura brasileira, que destruiu sonhos, liberdades, direitos e famílias entre 1964 e 1985.

Houve muito mais que o reconhecimento do valor do cinema brasileiro nos quase 100 anos do Oscar, ao se decidir premiar como melhor filme internacional “Ainda Estou Aqui”, em que as Fernandas Torres e Montenegro (ao final da vida) interpretam Eunice Paiva. O filme escancara para o mundo as atrocidades da ditadura brasileira, que destruiu sonhos, liberdades, direitos e famílias entre 1964 e 1985.

A película focaliza o desmantelamento da família Paiva a partir do sequestro de Rubens, que é levado de casa numa certa tarde no Rio de Janeiro e nunca mais, nem sua mulher Eunice nem seus filhos, o verão com vida, sem ter direito a receber qualquer explicação.

Rubens Paiva e Vladimir Herzog são dois ícones da ditadura dentre milhares de pessoas que desapareceram, foram torturadas e morreram naquele período em que o autoritarismo e a barbárie deram as cartas no Brasil, ficando os violadores da lei impunes depois disto, deixando como legado um indelével e tenebroso rastro amargo de injustiça que jamais se apagará das páginas da nossa história.

Lembremos que Rubens foi parlamentar e Herzog era diretor de Jornalismo da TV Cultura e suas relevantes funções não os pouparam dos mais implacáveis e terríveis destinos. O corpo de Rubens Paiva jamais foi encontrado e o atestado de óbito de Herzog foi na época falsificado, nele constando morte por suicídio, tendo-se apresentado publicamente imagem forjada dele se enforcando.

A Academia este ano optou por enaltecer a mensagem de resistência e de resiliência de Eunice Paiva, símbolo de luta em prol dos direitos humanos, para que a história seja conhecida e jamais possa ser apagada, para que não possa prosperar o negacionismo dos fatos, agora de conhecimento universal, em tempos de crescimento e fortalecimento de uma “Internacional Autoritária”, que reconduz Trump ao poder para um segundo mandato.

Sintomaticamente, desde logo, foram por ele anistiados os responsáveis pelo gravíssimo ataque ao Capitólio, um histórico atentado à democracia estadunidense e abusa ele do poder de expedir decretos, alguns deles sendo já suspensos por ordem judicial. Em outro, suspende-se a validade da FCPA, referência histórica internacional no enfrentamento à corrupção.

Mas o autoritarismo está presente também há muitas décadas na Rússia de Putin, que invadiu a Ucrânia há mais de três anos, hoje já quase se naturalizando o estado de guerra. E na Turquia, de Erdogan, na Hungria, de Orban, na Itália, e muito recentemente, na Alemanha, a direita venceu as eleições e o partido de extrema-direita nazista, em segundo lugar, teve o melhor resultado desde a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o relatório V-Dem dos Pesquisadores da Universidade de Gothemburgo, de 2024, com dados de 2023, em termos populacionais, 71% da população do planeta hoje é governada por autocratas (eram 50% em 2003). Além disto, 42 países do mundo vivem processo de autocratização (eram apenas 11 em 2003). Destes, 28 eram democracias, que sofreram processo de erosão, embora 15 destes países mantenham algumas características democráticas.

Nestes tempos de triste culto à desinformação, a premiação a “Ainda Estou Aqui” representa um fio de esperança na Democracia, uma declaração de prestígio a ela em meio a um tsunami autoritário, um gesto de resistência diante desta triste “Internacional Autoritária”, simbolizada fortemente pelo gesto de Eunice Paiva em cena do filme em que, mesmo diante do pedido do fotógrafo de pose séria para uma foto, diz aos filhos para sorrirem o sorriso da resistência, apesar das agruras que sofriam.

O sorriso limpo e honrado de Eunice, que se forma bacharel em Direito e conquista o atestado de óbito de Rubens Paiva e, ao obtê-lo, sua conquista tem sabor incomensurável de uma vida de luta por civilidade, equivalente ao de uma medalha de ouro olímpica.

Como registra Jamil Chade, a premiação também representa um recado poderoso no sentido de que, numa democracia, a anistia não é o caminho para a paz social. No Brasil, os criminosos estão vivos, assim como a impunidade. Um dos torturadores chegou a receber 26 medalhas ao longo de sua carreira militar. O outro foi condecorado com a Medalha do Pacificador. Juntos, os responsáveis por aqueles atos custam aos cofres públicos mais de R$ 1 milhão por ano em pensões.

Nas altas horas do domingo (2.mar.2025), quando Penélope Cruz anunciou “the Oscar goes to I am Still Here”, o Brasil deu as mãos irmanado e chorou. As polarizações ficaram de lado, Fernanda Torres nos representou, um sentimento de felicidade nos uniu como não se via desde uma Copa do Mundo!

A mensagem representada pelo prêmio é a verdadeira vacina à “Internacional Autoritária”, pois ele confronta populistas e os vendedores de ilusão do século 21, ao afirmar que a democracia ainda está aqui. O Oscar significa que na verdade a sociedade não renunciará à democracia em hipótese alguma.

 Fonte: Poder360






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