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CUSTOS COM PLANO DE SAÚDE ESTÃO PARA A HORA DA MORTE por Antoninho Rossini

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Os anúncios sobre os índices inflacionários favoráveis à economia nacional, o crescimento da produção de serviços e produtos, e contratação de trabalhadores com carteira profissional assinada parecem miragem. Nada ainda pode ser constatado na prática; pelo menos para os planos de saúde, que continuam numa sanha avassaladora de aumentos em suas mensalidades. Embora existam contratos, estes, parecem estar jogados para debaixo do tapete. Os valores desses planos, cuja obrigação de cuidar da saúde, deixam seus aderentes sem saída – ou  pagam ou ficam de fora.

Com isso, aumenta em muito os pacientes para o já combalido serviço público de saúde. Não há para quem reclamar. De um lado, Associação Nacional de Saúde, (ANS), criada pelo Governo para disciplinar tais serviços, parece não se importar com os associados dos planos de saúde.

A ANS cumpre burocraticamente suas funções, sem cerimônia, lançando um olhar de paisagem sobre as agruras das pessoas. De outro, os serviços de telemarketing das empresas só conversam e nada fazem de prático, alimentando uma triste retórica para os angustiados dependentes desses serviços.

Este semestre observa-se uma grande debandada de associados desses planos por absoluta falta de condições de pagar as mensalidades, cujos valores podem ultrapassar dois dígitos. Um adágio bem popular diz que “o peixe morre pela boca”. Ou, um outro bem aderente à essa situação diz que “ a necessidade cria novas oportunidades”. As grandes empresas que oferecem serviços de saúde poderão morrer pela boca (esfaimada por dinheiro), na tentativa de obter mais vidas para seus planos. Os índices de desistência de associados são alarmantes.

Em compensação, está nascendo outro serviço interessante que parte da Vivo, uma operadora de telecomunicação – aqui se justifica o adágio que diz “a necessidade cria novas oportunidades”. Ela lançou uma campanha oferecendo serviços ainda em fase de test drive para seus assinantes, justamente na área de cuidados com saúde. Se passar desta fase a Vivo pode provocar uma reviravolta nessas gigantes de exploração de serviços de saúde.

Antoninho Rossini – Jornalista e Escritor

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