Meu pai, se vivo estivesse, faria 104 anos hoje, dia 14. E com certeza encontrar-se-ia, mesmo ele, com sua visão prática de mundo e seu ferrenho senso crítico das condutas humanas, estarrecido com a distopia que agora vive a sociedade.
Para ele, Deus não se preocupava com o destino das pessoas e os feitos da humanidade, Deus era tudo o que existe. Para ele, Deus era o retratado por Spinoza.
Ao mesmo tempo, acreditava na presença de Cristo Jesus e era devoto fervoroso da sua “Santinha”, Nossa Senhora Aparecida. Defendia os valores familiares, e principalmente a importância da honestidade, da verdade e da justiça.
Penso o quão difícil seria para ele viver neste momento de desestruturação da família, da sociedade e dos valores religiosos. Vejo-me às vezes imaginando qual palavra ou frase definiria os acontecimentos atuais. Imagino sua indignação se pudesse acompanhar a conduta dos jovens defensores da cultura woke e das competições femininas, desequilibradas pela presença de homens biológicos.
Imagino o que diria se se deparasse com o novo presépio de Natal, uma sátira da realidade atual. Denominado “inclusivo e laico”, não tem animais para evitar maus tratos, retirou Maria , para não ser visto como exploração da mulher, excluiu José face a eventual inconformismo do sindicato dos carpinteiros, e sem o Menino Jesus, porque ainda não escolhera o gênero, se menino, menina, ou outro. Ainda, o presépio não teria mais os Reis Magos, possivelmente seriam migrantes, e com caracterizada discriminação racial sendo um deles negro. Seria risível se não retratasse a realidade atual, quando excluem os anjos, para não ofender outras crenças religiosas. E conclui: “Por último, suprimimos a palha, por causa do risco de incêndios e por não corresponder à Norma Europeia NF X 08-070. Ficou só a cabana, feita de madeira reciclada de florestas que respeitam as Normas Ambientais ISO 1432453425422.”
Absurdo? Nem tanto, considerando o fortalecimento da cultura “woke” e a imposição das normas inseridas na Agenda 2030, pela Nova Ordem
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Mundial. Tudo se agrava com a lavagem cerebral diuturnamente realizada pelas escolas nas mentes das crianças e dos jovens. Apesar do poder financeiro e político dos dirigentes que administram o Fórum Econômico Mundial, dentre outras tantas organizações que se nomeiam líderes mundiais com poderes para decidir o futuro da humanidade, difícil aceitar que parte tão pequena da sociedade – senão pelo poderio econômico – consegue decidir quais devem ser os paradigmas a serem adotados pela sociedade como um todo, com a quebra dos padrões consolidados e valores arraigados e a imposição de uma conduta forçada, artificial, como a agenda de gênero, a defesa do aborto, o desrespeito aos princípios cristãos e a escravidão ao politicamente correto.
Para culminar e realmente assustar os mais incautos, deparamo-nos com a desconstrução de um símbolo arraigado no cristianismo que é o Presépio, que representa o nascimento do Menino Jesus. Este post poderia ser considerado uma sátira mas, no fundo, retrata a insana representação da sociedade atual que, com suas novas condutas, defendidas por poucos, imposta pela mídia como politicamente correto, obriga a maioria da humanidade a aceitar o que uma minoria decide adotar como comportamento para suas vidas. Obriga a sociedade a se dobrar às imposições dessa agenda como verdade absoluta e a se submeter ao jugo daqueles que optaram por ser diferentes.
Nenhuma objeção às escolhas de quem quer que seja, mas ninguém é obrigado a mudar sua realidade, sua maneira de ser, porque o outro decidiu ser diferente.
Seja diferente, mas respeite o pensamento da maioria dominante. Seja diferente, mas não me obrigue a negar uma tradição, como o presépio de Natal, por alguns considerarem politicamente incorreto. Seja diferente, mas me deixe ser igual à maioria, homem ou mulher, cristão ou ateu, deixe-me exercer o meu livre arbítrio e viver como escolhi viver, respeitando as diferenças e não sendo obrigado a viver aquilo que não me pertence.
Como tudo é dinâmico, como a vida é regida por princípios naturais e implacáveis, sinto que a sociedade não mais suporta tamanha submissão a conceitos e padrões que não representam a realidade dos valores intrínsecos à família e à sociedade.
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A sociedade brasileira nas eleições municipais já mostrou que não está satisfeita com a condução atual da agenda globalista e das diretrizes governamentais. Na mesma esteira, a sociedade norte americana acabou de demonstrar que pretende o retorno à normalidade, aos seus valores conservadores, sempre com respeito a todos aqueles que forem honestos consigo mesmo, independentemente de suas escolhas.