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IMPREVISIBILIDADE DOS DESDOBRAMENTOS por Elizabeth Leão

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O ser humano comum, por sua essência, tende a deixar os acontecimentos fluírem e não se atinam para as consequências que poderão advir de determinados movimentos que gradativamente vão tomando forma na sociedade, principalmente no mundo ocidental.


Não pretendo entrar nas causas de eclosão das guerras, que, com certeza, há séculos, ocorrem motivadas por interesses de grupos de poder instalados em diversos países no mundo. O movimento de convencimento para o envolvimento dos cidadãos nas frentes de batalha, se não obrigatórios, são alimentados por um ódio insano que eclode na mente de todos contra o eventual adversário.

Não vamos retroceder muito na história das guerras, pois não é este o objetivo desta minha reflexão, hoje. Podemos nos ater às primeiras invasões no Oriente Médio, pelos Estados
Unidos da América, sempre sob alegação de defesa da humanidade e fortalecimento do poder bélico americano. Isto passou a ocorrer logo após o final da Guerra Fria.

Em pleno século XXI, quando a Humanidade encontra-se vivendo um momento de transformação com a entrada da Era de Aquário, conhecida como a Era da Luz, tivemos guerras insanas, como a invasão do Afeganistão em 2001, do Iraque em 2003, na Síria, Eritréia, dentre outras.

A consequência dessas guerras é indiscutível quando se trata do aumento da pobreza, o que fazem multidões se arriscarem no emigrar para países europeus, apesar de estarem, estes, vivendo indiscutível crise econômica.

Morreram mais de 250.000 sírios desde 2011, quando estourou a guerra civil na Síria. Quase 60% da população síria vive na pobreza e esses trágicos
números refletem na alta taxa de emigração do país – seriam 4 milhões de refugiados sírios, a maior população de refugiados do mundo.

O Afeganistão foi invadido em 2001 pelos Estados Unidos, logo após o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro daquele ano. Antes disso, o Afeganistão já estava dominado pelo Talibã, grupo militante radical e desde referida data mais de 150 mil pessoas morreram no Afeganistão e no Paquistão.

Dados da ONU indicam que, juntamente com a Síria e a Somália, o Afeganistão somou 7,6 milhões dos refugiados de 2014. Em 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque, sob o argumento de que possuíam armas de destruição em massa. A deposição de Sadam Hussein
desaguou em movimentos radicais e muita violência, entre os xiitas que ocuparam o poder e os sunitas, que em decorrência, se aproximaram do Estado Islâmico. A violência da atuação do grupo extremista no Iraque registrou 10 mil mortes, somente em 2014. Em decorrência, outras milhares de pessoas se refugiaram em países europeus, sendo a Turquia um dos principais destinos para os iraquianos.

A Líbia, desde 2011, com o levante popular conhecido como “Primavera Árabe” depôs o ditador Muammar Kadhafi, que controlou o governo por 42 anos. Desde então, o país vive grave crise política, com dois Parlamentos e dois governos rivais.

Aproveitando-se da instabilidade desses países em crise, o Estado Islâmico, que se apoderou de vastos territórios na Síria e no Iraque, posicionou-se recentemente na Líbia.

Como consequência das guerras, pobreza, repressão política e religiosa, a Europa vive uma crise migratória de enormes proporções. Milhares de pessoas saem de seus países em busca de uma vida melhor no continente europeu.

Chegando pelo Mediterrâneo, os principais destinos dos imigrantes são Alemanha, Suécia, França e Inglaterra. A Hungria tentou controlar a entrada de imigrantes, o que resultou na construção de túneis visando burlar os policiais da fronteira. Dezenas de barcos de refugiados, em poucas horas, tentaram chegar à Europa pelas Ilhas Canárias. Os tunisianos invadiram a ilha de Lampedusa, na Itália. Parece não ter fim.

Qual a consequência de todo este movimento que está, gradativamente, transformando a Europa Ocidental em um imenso reduto de árabes em seu território, obrigando os europeus a conviverem com cultura diversa, costumes exóticos e religião totalmente incompatível com o mundo ocidental?

Tudo isto poderia ser considerado normal e passível de uma coexistência pacífica se referida migração fosse gradativo e a absorção dos imigrantes pudesse ser adequada às necessidades dos locais aos quais fossem sendo inseridos.

Infelizmente a imposição dos costumes, dentre outras questões, estão afetando a vida dos cidadãos europeus, com certeza. Agora com a eclosão, no Oriente Médio, da divergência entre Israel e o Hamas, após a invasão deste grupo terrorista no território israelense em início de outubro do corrente ano, tudo se agravou.

O pronto contra-ataque israelense na Faixa de Gaza está gerando manifestações acaloradas e imprevisíveis por parte de grupos pró-Hamas em diversos países europeus.

Após manifestação realizada em Copenhagen, Dinamarca, em 27.10.2023, os mulçumanos oram ao ar livre no centro da cidade para dizer “nós somos os donos daqui!” Apesar da proibição de protestos na Alemanha, uma marcha saiu às ruas desde a semana que passou em apoio ao povo de Gaza.

Tempos sombrios. https://t.me/Spacelibertar Irã anuncia ‘massivo treinamento militar” um dia após EUA atacarem bases dos aiatolás na Síria.
https://www.folhadestra.com/ira-anuncia-massivo-treinamento-militar-um-diaapos-eua-atacarem-bases-dos-aiatolas-na-siria/

No dia 28.10.2023, Londres testemunhou uma gigante manifestação em apoio a Gaza. Em 31.10.2023, o Iêmen declarou oficialmente guerra, sendo o primeiro país islâmico a entrar em guerra contra Israel, desde 1972. https://terrabraislnoticias.com/2023/10/urgente-rebeldes-do-iemendeclaram-guerra-a-israel-e-atacam-com-missseis

Refletindo sobre todo o movimento de imigração que vem se intensificando principalmente nos últimos anos, com a entrada de jovens em idade militar nos países europeus. O que chama a atenção é a ausência de famílias, com mulheres e crianças. As fotos apenas mostram jovens, fortes e saudáveis.

A imigração parece ter sido meticulosamente planejada, e agora, diante da possibilidade de um conflito global, a instabilidade se torna praticamente incontornável em cada nação. https://t.me/Spacelibertar

Os terroristas do Hamas vêm sendo apoiados pelo mega capitalista George Soros, bilionário de extrema esquerda (https://t.co/2BZF9CINQI) que canalizou mais de US$ 15 milhões para organizações pró-Hamas por meio da Open Society Foundation. US$ 13 milhões do dinheiro foram transferidos para uma organização ativista de esquerda chamada The Tides Center, de acordo com o New York Post.

Estamos frente a uma situação que demanda cautela e necessidade de aguardar o desenrolar dos acontecimentos. Não podemos nos deixar envenenar contra Israel ou contra o povo palestino.

O grande desafio agora deverá ser enfrentado por países europeus frente ao crescente número de imigrantes mulçumanos que já se encontram alojados em seu território e que, com certeza, estarão prontos para atuar em defesa de seus compatriotas islâmicos que se encontram em declarada guerra no eixo Israel/Faixa de Gaza.

Bastaria um alarme, uma ordem, vinda de qualquer país árabe para que todos se sentissem inflamados com o sentimento de pertencimento e de defesa de seus princípios culturais e religiosos. Basta um estalar de dedos para que o pavio da pólvora se acenda.

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1 comentário

1 comentário

  1. Anna Lapin

    novembro 7, 2023 at 9:41 pm

    Parabéns por tantas informações importantes e pela reflexão clara e verdadeira! Esperamos que nunca essa ordem seja dada! Obrigado

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