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Lendo Entre o Espelho e a Mente: O Paradoxo da Estética Sem Fim. Por Cristiane Sanchez
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Autores de C a DSaúdeSocial

Entre o Espelho e a Mente: O Paradoxo da Estética Sem Fim. Por Cristiane Sanchez

Cristiane Sanchez
Ultima atualização: março 5, 2025 2:58 pm
Por Cristiane Sanchez 7 leitura mínima
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Introdução
Vivemos na era da estética instantânea, onde os padrões de beleza são moldados não mais pelo tempo, mas pelos filtros, pela harmonização facial e por um ideal cada vez mais homogêneo. O que antes era desejo se tornou necessidade. O que antes era um detalhe se tornou um defeito. O que antes era um toque sutil se tornou um excesso. Mas será que estamos, de fato, nos tornando mais belos ou apenas mais padronizados?
A busca incessante pela perfeição tem levado muitas pessoas ao esgotamento físico e emocional, impulsionadas por um ciclo interminável de insatisfação. Os procedimentos estéticos crescem exponencialmente, os números impressionam, mas o impacto na saúde mental é frequentemente ignorado. Estaria a beleza, antes sinônimo de harmonia, sendo ressignificada como uma forma contemporânea de sofrimento?
Em O Mito da Beleza, Naomi Wolf argumenta que os padrões estéticos funcionam como um mecanismo de controle social, submetendo as mulheres a um ciclo incessante de inadequação. Na busca por atender às expectativas irreais impostas pela sociedade, muitas acabam se distanciando de sua verdadeira essência, tornando-se reféns da própria imagem.
Mas até que ponto essa busca é saudável? Quando a necessidade de se sentir bela se transforma em obsessão? Qual o impacto da supervalorização da estética na saúde mental?
O Paradoxo da Beleza: Quanto Mais, Menos
Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil está entre os líderes mundiais em procedimentos estéticos. Cirurgias plásticas e técnicas minimamente invasivas se tornaram parte do cotidiano, normalizando alterações corporais que, há poucas décadas, seriam inimagináveis. Mas ao invés de satisfação, o que se vê é uma epidemia de arrependimento e dismorfia.
O crescimento da indústria da beleza acompanha um aumento alarmante nos casos de transtorno dismórfico corporal (TDC), uma condição psiquiátrica caracterizada pela obsessão com imperfeições inexistentes ou irrelevantes.
Wolf alerta para a forma como a cultura da beleza extrema sequestra a identidade feminina, tornando a aparência física um projeto interminável. O mito da beleza não apenas pressiona as mulheres a se adequarem a padrões irreais, mas também as mantém em um estado permanente de insatisfação. Como resultado, muitas entram em um ciclo de modificações constantes, sem nunca se sentirem plenamente satisfeitas.
A grande ironia é que, ao buscar a perfeição, muitas acabam se afastando da própria individualidade. A harmonização facial excessiva apaga expressões naturais, os preenchimentos desproporcionais criam rostos inexpressivos, e os procedimentos em excesso muitas vezes resultam em uma aparência que não transmite mais autenticidade.
Se a beleza deveria ser uma forma de expressão da identidade, por que nos empenhamos tanto em apagá-la?
A obsessão pela beleza pode se transformar em feiura não por falta de simetria, mas por excesso de artificialidade.
O Custo Psicológico da Insatisfação Contínua
Estudos apontam que aproximadamente 50% das pessoas que buscam procedimentos estéticos apresentam transtornos psiquiátricos, como ansiedade, depressão e transtorno dismórfico corporal. Essa condição, caracterizada pela preocupação exagerada com falhas mínimas ou inexistentes, leva os indivíduos a uma percepção distorcida do próprio corpo, perpetuando um ciclo de insatisfação ininterrupto. Em muitos casos, a motivação para a realização de procedimentos não está apenas na estética, mas em questões emocionais profundas.
A indústria da estética lucra com a insegurança. Quanto mais insatisfeitas as pessoas se sentem, maior o consumo de produtos, procedimentos e intervenções cirúrgicas. A ilusão de que há sempre algo a ser corrigido mantém a roda girando, alimentando um mercado bilionário às custas da autoestima das pessoas.
Isso explica por que muitos pacientes continuam insatisfeitos mesmo após diversos procedimentos. A expectativa de felicidade atrelada à mudança estética raramente se concretiza. Em muitos casos, a frustração se intensifica, pois a transformação externa não resolve as questões internas que alimentam a insatisfação.
O que antes era um desejo pontual se torna uma necessidade constante. Um retoque aqui, um preenchimento ali. A face se modifica, mas o olhar continua carregado de angústia. Quando um procedimento não atende às expectativas, o ciclo recomeça. Mais uma intervenção, mais um retoque, mais uma tentativa de alcançar o inalcançável. Afinal, quantas intervenções são necessárias para se sentir bem? Quando é suficiente? Quando será o bastante?
Autocuidado: O Verdadeiro Luxo da Atualidade
Diante desse cenário, é fundamental resgatar o verdadeiro significado do autocuidado. Cuidar da pele, do corpo e da mente não deve ser uma tentativa de alcançar um ideal imposto, mas um ato de respeito à própria identidade. A beleza real não está na ausência de rugas ou na simetria perfeita, mas no equilíbrio entre saúde, bem-estar e autenticidade.
A busca obsessiva pela juventude eterna faz com que as mulheres se afastem de sua própria natureza. O envelhecimento, um processo natural e inevitável, passou a ser tratado como uma falha a ser corrigida. No entanto, um rosto marcado pelo tempo pode carregar histórias, experiências e uma beleza singular que nenhuma intervenção pode substituir.
A alternativa para esse ciclo desgastante é investir em um cuidado mais profundo e sustentável. Práticas como acupuntura estética, alimentação equilibrada, sono reparador e técnicas naturais oferecem benefícios reais, sem os efeitos colaterais da estética invasiva. Mais do que modificar a aparência, essas abordagens promovem um bem-estar genuíno, fortalecendo a conexão entre corpo e mente.
Quando a prioridade passa a ser a saúde e não a perfeição, o olhar para si mesma se torna mais gentil.
O problema não está na realização de procedimentos estéticos em si, mas na motivação por trás deles. Se a beleza se torna uma obrigação, um fator determinante para a autoestima, ela deixa de ser um prazer para se transformar em um fardo.
A verdadeira beleza não pode ser reduzida a um molde fixo. Ela é diversa, autêntica e, acima de tudo, única. Mais do que tentar atender a padrões inalcançáveis, é preciso ressignificar o conceito de beleza, trazendo-o para mais perto da realidade e longe da tirania da perfeição.
Se a busca pela estética ideal está nos afastando de quem realmente somos, talvez seja hora de parar e refletir: qual é o verdadeiro preço da perfeição?

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Por Cristiane Sanchez
Enfermeira, Dra em Saúde do Adulto, especialista em acupuntura e estética.
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