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> Blog > Categorias > Família > Comportamentos > CARPE DIEM. Por Luiz Eduardo Pesce de Arruda
Comportamentos

CARPE DIEM. Por Luiz Eduardo Pesce de Arruda

Luiz Eduardo Pesce de Arruda
Ultima atualização: maio 29, 2024 4:38 pm
Por Luiz Eduardo Pesce de Arruda 8 leitura mínima
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Quem é pai separado, muitas vezes, carrega consigo a dor de não ter visto o filho crescer ao seu lado. A descoberta dos novos saberes, o encanto de descobrir o mundo, pequenas conquistas e confidências, tudo isso se apresenta como episódios truncados, pois o convívio, por mais estreito, não é permanente.

Por isso, perguntei ao meu filho mais velho, em 2007, quando ele tinha quinze anos, se já havia assistido a uma peça de teatro para adultos.

– Não, pai.

– Então sábado vou levá-lo ao teatro para assistir “O Avarento”, de Molière.

– Porque essa peça, pai?

Expliquei a ele que o texto era magnífico, uma das últimas obras para teatro escritas pelo genial Molière, e que, aos 84 anos, seria uma grande – talvez última – oportunidade de assistir Paulo Autran como Harpagon em cena.

Essa seria sua 90ª peça em 57 anos de carreira, descontados os dois primeiros anos da fase amadora e vê-lo em plenitude, no palco, seria algo para levar para a vida inteira.

E, como cereja do bolo, a peça seria levada no Teatro Cultura Artística, um tempo das artes, uma das casas responsáveis pela internacionalização da cultura da cidade de São Paulo, sede de diversas atividades culturais e intelectuais que marcaram as produções paulistanas, principalmente em relação às artes dramáticas. Ali ele poderia ver o maior mural de Di Cavalcanti e observar as linhas arrojadas do arquiteto Rino Levy.

Ele concordou.

– Posso ir de jeans e de tênis?

– Não, pois cada lugar exige um traje específico. Se você for convidado para um churrasco na laje, vá de bermuda e chinelo. Na praia vá de traje de banho. E no teatro, vá em esporte fino.

– Por que, pai?

– É um sinal de respeito ao artista que está no palco.

Dali, fomos à Vila Romana, onde ele comprou calça e camisa social, sapatos e seu primeiro blazer. Ficou elegante e gostou da experiência.

 Os fatos se sucederam como um redemoinho. Muito pouco tempo depois, em 12 de outubro de 2007, Paulo Autran faleceu. E em 17 de agosto de 2008, o teatro foi parcialmente destruído por um incêndio e desativado.

Como historiador, desejei ouvir pessoas que vivenciaram a história. Um desses personagens, tripulante sobrevivente do navio alemão mercante “Windhuk”, prisioneiro em campo de concentração em Pindamonhangaba de 1942 a 1945, me atendeu alegremente por telefone em dezembro. Marcamos para janeiro a entrevista pessoal. Só que ele não chegou até lá.  Como a história trata de mundos perdidos, que não podem ser totalmente reconstruídos, perdi a chance de ouvi-lo. E nunca mais haveria outra.

Como policial militar, nos meus tempos de serviço nas ruas, dezenas de pessoas morreram em meus braços. Essa não é uma experiência exclusiva, pois todos os meus companheiros de missão relatam vivências semelhantes.

Como a morte é democrática, atendi ricos e pobres, homens e mulheres, doutores e analfabetos, jovens e adultos.

Inicialmente, vou relembrar do que as pessoas nunca me falaram. Nunca ouvi alguém, na hora decisiva, falar em relógio Rolex, jet-ski, investimento, aplicação, carro de luxo.

Só um milionário, certa vez, com nítidos sinais de hemorragia abdominal em curso, me prometeu duas casas se eu salvasse sua vida. Ri-me por dentro. Eu não estava tentando salvar sua vida para ganhar nada, queria apenas gozar o ilusório triunfo de poder vencer a morte, invencível.

E, mais uma vez, estava certo de que iria perder a batalha e nem 10 casas seriam suficientes para preservar-lhe a vida. Eu sabia, impotente, que nada poderia fazer e que poucos instantes o separavam da partida. E essa era uma realidade inexorável.

E do que as pessoas me falavam antes de morrer? Falavam de um momento agradável vivido ao lado da pessoa amada. Não me lembro de alguém falando de lugares distantes ou luxuosos. Muitos lembravam de um jantar à beira da represa, de mãos dadas com a pessoa especial de sua vida, assistindo ao por do sol. E diziam:

– Foi um momento de harmonia, de paz, sabe?

Alguns perguntavam se encontrariam seus pets no céu:

-É que eu tive uma cachorrinha quando tinha dez anos. Ela se chamada Toby. Queria muito que, chegando ao céu, ela viesse correndo me encontrar, trançar nas minhas pernas, fazendo festa, como sempre fazia. 

Eu confirmava.

E arrependimento? Só vi arrependimento pelo tempo perdido.

– Briguei com meu irmão, policial. Foi uma idiotice, por causa de um pinguim de geladeira, sei lá o que, algo que minha mãe deixou de herança… Nunca mais nos falamos desde então… Isso já faz dez anos…

Todos, sem exceção, me pediam:

– Diga a ele que eu o amo, policial. E que sinto muito pelo tempo perdido. Que queria muito poder abraça-lo, conversar com ele, recordar nossa infância e nossa juventude… mas – as lágrimas corriam, incontroláveis – agora é tarde.

Qual a grande lição que levei disso para a vida?

Não brigue sem motivo. Seja resiliente. Perdoe mais e cobre menos.

A vida é muito curta para nos distanciarmos de quem amamos. Aprenda a pedir desculpas. Não cobre atenção. Busque entender as razões alheias. Tome você a iniciativa. Visite, programe passeios juntos, usufrua cada momento de alegria. Não se importe se é sempre de você que parte a iniciativas. O ganho é muito compensador. Estimule seus filhos a serem amigos dos irmãos. E dos primos também.

Porque a vida é longa o suficiente para amar e nos fazermos amados, construirmos uma história rica, lapidarmos memorias afetivas que nos acompanharão à Eternidade. E a vida é curta o suficiente para não perdermos tempo com bobagem, com melindres, com mediocridade ou com birras idiotas que só nos fazem afastar de quem verdadeiramente é importante para nós.  O tempo é o único bem irrecuperável.  

Não se arrependa da palavra que você não disse, do abraço que você não deu. Diga agora, abrace agora.

Pegue o telefone e ligue. Não pense muito, apenas ligue. Desfrute, depois, do resultado.

Aproveite o dia de hoje. Carpe diem. O velho Horácio ainda tem razão.

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