Qual o sentido da vida? Essa é uma indagação clássica em termos filosóficos.
Sempre que buscamos encontrar algum sentido para a vida, podemos não ter certeza se ela tem algum significado.
Por isso, buscamos construir alguma significação para a existência e simplesmente, acreditamos.
O sentido da vida constitui um questionamento filosófico sobre o propósito e significado da existência humana.
Todo indivíduo se pergunta, em algum momento da sua permanência na Terra, pelo sentido da vida e a forma como cada um se relaciona com a questão. No entanto, depende de vários fatores essa indagação, tais como, cultura, educação e o estado psicológico relativo ao momento do questionamento.
Mas por que surge esta questão sobre o sentido da existência humana?
E se existe realmente Deus, com qual objetivo Ele nos criou?
Aqueles que acreditam em Deus afirmam que a existência de uma divindade criadora dá sentido à vida humana tanto agora quanto após a morte.
Os ateus, no entanto, não possuem o conforto de um Deus ao qual possam recorrer, pois acreditam que a condição humana não possui sentido intrínseco ou abrangente, de modo que lhes restaria encontrar outros tipos de sentido ou significado mais compatíveis com a sua visão de mundo.
O filósofo existencialista Albert Camus (1913 – 1960) afirma em “O mito de Sísifo” que somente existe um problema filosófico, e esse é o suicídio. A questão é saber se a vida vale a pena ser vivida ou não, de modo que tudo mais, portanto, na filosofia, é secundário.
Assim sendo, se não há um objetivo final para nossa existência, se ela é apenas um amontoado de tarefas, a vida não teria sentido.
O pai da psicanálise, Sigmund Freud (1856 – 1939) afirmou que a partir do momento que uma pessoa se pergunta pelo significado e pelo valor da vida, ela está doente.
Essas questões, segundo Freud, são uma indicação de libido insatisfeita, e uma agitação psíquica que leva à tristeza e à depressão.
De fato, quando questionamos nossa existência em relação ao sentido da vida surgem as seguintes questões: “De onde eu venho? O que nós somos? Para onde estamos indo?”
Ou seja, buscamos uma direção ao invés de um simples vagar sem rumo.
Talvez, a resposta para o sentido da vida deva ocorrer em pequenos passos, e, ao contrário de falarmos de um único sentido para a existência, devêssemos falar de vários sentidos.
Alguns ateus afirmam que quanto mais o universo se torna compreensível mais o sentido da vida parece sem propósito.
O filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) afirmava que a existência de Deus escraviza as pessoas à essência predeterminada.
Sartre afirma que, lamentavelmente, Deus não existe e que, por essa razão, não somos objetos que devem servir a algum propósito.
Em sua famosa formulação na obra “O existencialismo é um humanismo”, ele afirma que “a existência precede a essência”, no sentido de que primeiro o homem existe, está no mundo, e somente, posteriormente, é que se define e que descobre o que é.
De fato, não se descobre o “sentido da vida” em um momento de grande revelação, mas em situações nas quais diversos elementos se encontram de tal maneira que há compreensão de nossas histórias pessoais e coletivas.
A falta de propósito que sentimos diante da inevitabilidade da morte pode desconsiderar uma existência mais feliz e mais frutífera.
Então, seria a imortalidade uma resposta à questão do sentido da vida?
Será que a certeza de uma vida que nunca acabará pode dar sentido à nossa existência aqui e agora?
Se vivermos após a morte de nossos corpos físicos, a nossa existência será uma mera continuação desta vida ou então totalmente diferente.
O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) afirmava que uma existência autêntica envolve uma liberdade veemente em direção à morte.
Uma vida com sentido depende, em parte, de um reconhecimento honesto e corajoso da própria finitude, mesmo que isso provoque angústia. Tal consciência do passar inexorável de todas as coisas não apenas nos dá uma melhor compreensão de quem somos, e, também, ficamos mais receptivos ao momento presente.
Em conclusão, o verdadeiro sentido da vida é estarmos unidos, viver a irmandade, ter solidariedade e empatia para a formação de um mundo bem melhor.
“Se vale a pena viver e se a morte faz parte da vida, então, morrer também vale a pena…”
Immanuel Kant (1724-1804), filósofo alemão.