A saúde óssea é fundamental para a qualidade de vida, principalmente após os 50 anos. Duas condições bastante comuns nessa fase são a osteopenia e a osteoporose, doenças que reduzem a densidade óssea e aumentam o risco de fraturas.
Entre os tratamentos mais utilizados estão os medicamentos chamados bifosfonados, como o Alendronato. Mas será que eles são sempre a melhor opção? E quais são os riscos envolvidos? Vamos entender.
O que são bifosfonados?
Os bifosfonados são medicamentos que diminuem a reabsorção óssea, ajudando a manter a densidade dos ossos e reduzindo o risco de fraturas, especialmente de quadril e coluna.
Eles são amplamente prescritos para pacientes com osteoporose diagnosticada e risco elevado de fraturas.
Entre os mais conhecidos estão:
- Alendronato (Alendil, Bonalen, Minusorb, Osteofar, Terost, Boneprev e Arendal)
- Risedronato ( Actonel, D´Orto, Fixenato, Indosso, Osteoblock, Risedronel, Risedross e Risonato)
- Ibandronato ( Bonviva, Osteoan, Iban e Osteotec)
- Ácido Zoledrônico ( Aclasta, Zometa, Densis, Azentex, Blaztere e Zoledra)
Embora sejam eficazes na prevenção de fraturas, os bifosfonados podem causar um efeito colateral chamado osteonecrose dos maxilares.
Essa condição ocorre quando o osso da mandíbula ou da maxila perde sua vitalidade (morre) devido à diminuição da renovação óssea e da circulação sanguínea local.
Ela pode surgir principalmente após:
- Extrações dentárias
- Implantes
- Cirurgias orais
- Infecções dentárias
Os sintomas podem incluir:
- Dor persistente
- Exposição óssea na boca
- Infecção local
- Dificuldade de cicatrização
O risco é maior em pacientes que usam bifosfonados intravenosos (comuns em tratamentos oncológicos), mas também pode ocorrer, embora com menor frequência, em pacientes que utilizam a medicação por via oral por longos períodos.
Vale a pena usar bifosfonados?
A resposta depende do caso.
Para pacientes com osteoporose estabelecida e alto risco de fratura, os benefícios geralmente superam os riscos. As fraturas de fêmur e coluna podem trazer consequências graves, inclusive risco aumentado de mortalidade.
Já em casos de osteopenia leve, é importante avaliar individualmente:
Idade
- Histórico de fraturas
- Histórico familiar
- Níveis hormonais
- Níveis de vitamina D
- Estilo de vida
Nem todo paciente com osteopenia necessita imediatamente de medicação.
Alternativa natural ou complementar:
Alguns nutrientes são fundamentais para a saúde óssea e podem ser utilizados como suporte ou, em determinados casos, como estratégia inicial:
Vitamina D3
Essencial para a absorção de cálcio. Baixos níveis estão associados à perda óssea.
Cálcio
Componente estrutural dos ossos. Pode ser obtido na alimentação ou suplementação quando necessário.
Magnésio
Participa da formação da matriz óssea e auxilia na ativação da vitamina D.
Vitamina K2 (MK-7)
Ajuda a direcionar o cálcio para os ossos e evita sua deposição inadequada nas artérias.
Esses nutrientes não substituem automaticamente os bifosfonados em casos graves, mas podem:
- Prevenir a progressão da osteopenia
- Melhorar a qualidade óssea
- Reduzir risco cardiovascular associado ao excesso de cálcio isolado
- A decisão deve ser sempre individualizada e acompanhada por médico.
A importância da avaliação odontológica
Antes de iniciar o uso de bifosfonados, é altamente recomendável realizar uma avaliação odontológica completa.
Tratamentos invasivos devem ser feitos antes do início da medicação sempre que possível.
Pacientes que já utilizam o medicamento devem informar seu dentista antes de qualquer procedimento cirúrgico.
A prevenção é a melhor estratégia.
Conclusão
Os bifosfonados são medicamentos eficazes e importantes no tratamento da osteoporose, mas não são isentos de riscos.
A osteonecrose dos maxilares é uma complicação rara, porém séria, que exige atenção e acompanhamento odontológico.
Em muitos casos, especialmente na osteopenia, pode-se considerar inicialmente uma abordagem com:
- Ajuste alimentar
- Exercícios com carga
- Exposição solar adequada
- Suplementação orientada de Vitamina D3, Magnésio, Cálcio e Vitamina K2 MK-7
A melhor conduta é sempre individualizada, equilibrando riscos e benefícios.












