Home / Saúde / Bifosfonados e o risco para a saúde oral – por Aonio Genicolo Vieira

Bifosfonados e o risco para a saúde oral – por Aonio Genicolo Vieira

A saúde óssea é fundamental para a qualidade de vida, principalmente após os 50 anos. Duas condições bastante comuns nessa fase são a osteopenia e a osteoporose, doenças que reduzem a densidade óssea e aumentam o risco de fraturas.

Entre os tratamentos mais utilizados estão os medicamentos chamados bifosfonados, como o Alendronato. Mas será que eles são sempre a melhor opção? E quais são os riscos envolvidos? Vamos entender.

 O que são bifosfonados?

Os bifosfonados são medicamentos que diminuem a reabsorção óssea, ajudando a manter a densidade dos ossos e reduzindo o risco de fraturas, especialmente de quadril e coluna.

Eles são amplamente prescritos para pacientes com osteoporose diagnosticada e risco elevado de fraturas.

Entre os mais conhecidos estão:

  • Alendronato (Alendil, Bonalen, Minusorb, Osteofar, Terost, Boneprev e Arendal)
  • Risedronato ( Actonel, D´Orto, Fixenato, Indosso, Osteoblock, Risedronel, Risedross e Risonato)
  • Ibandronato ( Bonviva, Osteoan, Iban e Osteotec)
  • Ácido Zoledrônico (  Aclasta, Zometa, Densis, Azentex, Blaztere e Zoledra)

Embora sejam eficazes na prevenção de fraturas, os bifosfonados podem causar um efeito colateral chamado osteonecrose dos maxilares.

Essa condição ocorre quando o osso da mandíbula ou da maxila perde sua vitalidade (morre) devido à diminuição da renovação óssea e da circulação sanguínea local.

Ela pode surgir principalmente após:

  • Extrações dentárias
  • Implantes
  • Cirurgias orais
  • Infecções dentárias

Os sintomas podem incluir:

  • Dor persistente
  • Exposição óssea na boca
  • Infecção local
  • Dificuldade de cicatrização

O risco é maior em pacientes que usam bifosfonados intravenosos (comuns em tratamentos oncológicos), mas também pode ocorrer, embora com menor frequência, em pacientes que utilizam a medicação por via oral por longos períodos.

Vale a pena usar bifosfonados?

A resposta depende do caso.

Para pacientes com osteoporose estabelecida e alto risco de fratura, os benefícios geralmente superam os riscos. As fraturas de fêmur e coluna podem trazer consequências graves, inclusive risco aumentado de mortalidade.

Já em casos de osteopenia leve, é importante avaliar individualmente:

Idade

  • Histórico de fraturas
  • Histórico familiar
  • Níveis hormonais
  • Níveis de vitamina D
  • Estilo de vida

Nem todo paciente com osteopenia necessita imediatamente de medicação.

 Alternativa natural ou complementar:

Alguns nutrientes são fundamentais para a saúde óssea e podem ser utilizados como suporte ou, em determinados casos, como estratégia inicial:

Vitamina D3

Essencial para a absorção de cálcio. Baixos níveis estão associados à perda óssea.

Cálcio

Componente estrutural dos ossos. Pode ser obtido na alimentação ou suplementação quando necessário.

Magnésio

Participa da formação da matriz óssea e auxilia na ativação da vitamina D.

Vitamina K2 (MK-7)

Ajuda a direcionar o cálcio para os ossos e evita sua deposição inadequada nas artérias.

Esses nutrientes não substituem automaticamente os bifosfonados em casos graves, mas podem:

  • Prevenir a progressão da osteopenia
  • Melhorar a qualidade óssea
  • Reduzir risco cardiovascular associado ao excesso de cálcio isolado
  • A decisão deve ser sempre individualizada e acompanhada por médico.

A importância da avaliação odontológica

Antes de iniciar o uso de bifosfonados, é altamente recomendável realizar uma avaliação odontológica completa.

Tratamentos invasivos devem ser feitos antes do início da medicação sempre que possível.

Pacientes que já utilizam o medicamento devem informar seu dentista antes de qualquer procedimento cirúrgico.

A prevenção é a melhor estratégia.

Conclusão

Os bifosfonados são medicamentos eficazes e importantes no tratamento da osteoporose, mas não são isentos de riscos.

A osteonecrose dos maxilares é uma complicação rara, porém séria, que exige atenção e acompanhamento odontológico.

Em muitos casos, especialmente na osteopenia, pode-se considerar inicialmente uma abordagem com:

  • Ajuste alimentar
  • Exercícios com carga
  • Exposição solar adequada
  • Suplementação orientada de Vitamina D3, Magnésio, Cálcio e Vitamina K2 MK-7

A melhor conduta é sempre individualizada, equilibrando riscos e benefícios.

Marcado:

Sign Up For Daily Newsletter

Stay updated with our weekly newsletter. Subscribe now to never miss an update!

[mc4wp_form]

Deixe um Comentário