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Entendeu ou quer que eu desenhe o mapa de Israel?

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Cartilha para ter honestidade intelectual.

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Oi, tudo bem? Você tá me lendo aí?

Que bom que a pergunta feita no título deste artigo te atraiu!

Aqui quem fala é um judeu! Eu não sei quem é você, mas sei algo sobre você. Certamente, agora, você tá pensando se deve ou não dar olhos ao meu artigo mediante uma resposta minha à seguinte questão: será que quem tá escrevendo aqui é de direita ou de esquerda? Isso não interessa ao que vem por aí! É que, hoje em dia, estar de um lado ou de outro do espectro político virou condição sine qua non para ser aceito ou não por um grupo, ter suas opiniões e ideias respeitadas ou execradas e até ter um artigo lido ou rasgado.

É uma “guerra” chamada de polarização! Opa, alguém falou em guerra? Sim, se você ainda tá me lendo, e pra continuar a me ler, primeiramente, precisa saber que a guerra que começou no dia 7 de outubro, no Oriente Médio, é entre Israel e o grupo terrorista Hamas, não é entre judeus e palestinos, e ponto. Ah…mas e as narrativas da direita e da esquerda pra apontar as razões do conflito e pra justificar as ações de ambas as partes?

Não é preciso ser judeu como eu pra entender a história daquela região, basta analisar os fatos com honestidade intelectual, que é a razão do título deste artigo. A pessoa honesta intelectualmente só existe quando ela se desprende de suas alienações destras ou canhotas de uma vez por todas e abraça os livros de história.

E o que a história registra? Entenda que Israel não nasceu ontem, nem em 1948. Israel é a Terra Prometida dada por Deus aos israelitas (o mesmo que judeus), conforme as escrituras sagradas, o velho testamento. “Aos teus descendentes, darei esta terra” (Genesis 12,7). Trata-se da terra de Canaã que Deus prometeu dar aos descendentes de Abraão.

Pesquise sobre o Êxodo, leia sobre Moisés e seu sucessor Josué, que liderou o povo de Israel na busca da Terra Prometida. Saiba mais sobre Jericó, que foi a primeira cidade conquistada por Josué ao conduzir os israelitas até a Terra Prometida. Hoje, Jericó é uma cidade na Cisjordânia, reconhecida como território palestino.

A Faixa de Gaza, depois de passar por muitas mãos ao longo da história, inclusive de Israel, também é área palestina, e suas fronteiras atuais foram formadas em 1948, ano de fundação de Israel, baseada em resolução da Organização das Nações Unidas. A criação de Israel passa pelo chamado sionismo, no século XIX, movimento que sugeria a presença de um estado judeu na Europa.

Após a Segunda Guerra Mundial, a ONU adotou uma resolução, estabelecendo a divisão da Terra Prometida em que duas nações, Israel e Palestina, pudessem coexistir, mas os árabes não aceitaram o plano de partilha, motivando os conflitos que geram morte, dor e sofrimento até hoje entre judeus e palestinos.

O status de Israel é reconhecido internacionalmente e, ao mesmo tempo, contestado devido às hostilidades na região, promovidas por Estados inimigos dos judeus e grupos terroristas como o Hamas, que prega o fim de Israel e de seu povo. Apenas esta é a razão do ataque terrorista perpetrado pelo Hamas no dia 7 de outubro, que levou Israel a lançar mão do seu direito de defesa.

A proporcionalidade da resposta israelense é outro capítulo que os tribunais vão precisar estudar. Já o terror do Hamas nada tem a ver com luta por liberdade, pois este é um conceito que se busca a partir do diálogo, do pacifismo, da diplomacia. A liberdade não se alcança com armas em punho como defende a direita e nem com a propagação da esquerda de que os fins justificam os meios.

É neste ponto em que a honestidade intelectual se esfacela. Judeus e palestinos querem a paz e entrar para a história como povos fraternais, porém, em nome da disputa da narrativa da guerra, posições partidárias no Brasil só fazem fomentar ainda mais ódio. Não conseguirão!

Pior ainda é observar a sanha vergonhosa de alguns políticos e militantes inescrupulosos, para não dizer canalhas, por ganhos eleitorais, tripudiando a memória dos civis massacrados pelo terror sobre a Terra Prometida. Quem optar por usar a guerra contra o terrorismo em Israel e as vidas de inocentes perdidas com fins nas urnas deverá rifado da vida pública.

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