Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
  • Home
    • Conheça o Orbisnews
  • Autores
  • Blog
  • Categorias
    • Administração
    • Brasil
    • Cultura
    • Clima
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Família
    • História
    • Jornalismo
    • Justiça
    • Meio Ambiente
    • Mobilidade
    • Mundo
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Contatos
    • Assessorias de imprensa
    • Saiba Como Divulgar Artigos no Orbisnews
Lendo MEMÓRIAS DE MIRACEMA por José de Aquino
Compartilhar
0 R$ 0,00

Nenhum produto no carrinho.

Notificação
Redimensionador de fontesAa
Redimensionador de fontesAa
0 R$ 0,00
  • Home
  • Blog
  • Planos-de-assinaturas
  • Contatos
  • Home
    • Conheça o Orbisnews
  • Autores
  • Blog
  • Categorias
    • Administração
    • Brasil
    • Cultura
    • Clima
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Família
    • História
    • Jornalismo
    • Justiça
    • Meio Ambiente
    • Mobilidade
    • Mundo
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Contatos
    • Assessorias de imprensa
    • Saiba Como Divulgar Artigos no Orbisnews
Tem uma conta existente? Entrar
Siga-nos
  • Advertise
© 2024 ORBISNEWS | Todos os direitos reservados.
> Blog > Categorias > Cultura > MEMÓRIAS DE MIRACEMA por José de Aquino
CulturaDestaques

MEMÓRIAS DE MIRACEMA por José de Aquino

José Maria de Aquino
Ultima atualização: dezembro 5, 2023 4:11 pm
Por José Maria de Aquino 4 leitura mínima
Compartilhar
Compartilhar

A pequena praça José Giudice, em Miracema, minha Santa Terrinha, é também, e talvez mais, conhecida por Praça dos Boemios. Porque ali, do lado direito de quem segue pela rua do Café, ficava o Farid.

Mais do que um boteco tomado por teias de aranhas, Farid era o “restaurante” dos notívagos, servindo sucolenta sopa de macarrão e carne, que ia ficando rala com a adição de mais água e sal – e só

E, claro, o prato principal, preparado após as 22 horas – bife de pernil na chapa, com arroz branco soltinho, pimenta a gosto e cachaça, servida pelo próprio frequês, em copinhos limpíssimos.

Mais que o sabor de seus bifes, Farid era o ponto onde os doutores da cidade se reuniam para discutir política, local e nacional: Amadeu, Julinho, Danilo Cardoso. Abria às 18 e fechava às 6.

Mas, a pequena praça José Giudice poderia também ser conhecida como a praça Vendôme, ou Madeleine, ambas em Paris, ponto alto das grandes marcas da moda francesa – Dior, Chanel, Cartier…

É que, nela, à esquerda na direção do hospital, ficava o “atellier” de madame Cecília, minha mãe. Modista de alta classe, costurava para a classe alta da cidade. O que incluia Maria Alice Barroso.

Ninguém menos que Maria Alice Giudice Barroso Soares, neta do José. Jornalista, escritora premiada – 2o lugar no Prêmio Walmap, com o romance Um nome para Matar – vários prêmios Jaboti.

Autora de 10 livros, entre eles Quem matou Pacífico, a obra de Maria Alice Barroso, rompe as fronteiras da nossa pequena Miracema, ao tratar das mazelas políticas da região. Retrata, com fidelidade, o que também ocorre nesse imenso Brasil.

Nosso orgulho de miracemense, se vestia com minha mãe, quando vinha do Rio, onde morava, com sua mãe Aurora. Se minha lembrança infantil não falha, tinha os joelhos mais bonitos que da Nara Leão.

O mesão de mais de 2 m de onde minha mãe comandava, às vezes, até 10 funcionárias, ficava junto à janela que dava para a praça. E era comum “amigas” darem uma paradinha para um dedo de prosa.

Uma delas, Gerusa, que vinha de uma das fazendas pelos lados dos Mouras, e deu a filha Primavera, irmã mais nova de Fé, Esperança, Caridade e Simplicidade, para minha mãe batizar, não falhava.

E o diálogo era sempre o mesmo. “O que você está fazendo que não vai para casa”, indagava minha mãe. E ouvia que estava esperando o pão da padaria do Argentino dormir.

Argentino, casado com Mariza Damasceno, era brincalhão. Quando os fregueses mais humildes pediam pão dormido – vendidos mais barato – ele dizia que ainda estavam cochilando, que voltassem mais tarde

Quem visitar os arquivos de nossa Paróquia vai saber que o manto que cobre Nossa Senhora na procissão do encontro, na Semana Santa, foi feito por minha mãe. Assim como a roupa de gregas vestida pelas alunas do Colégio Miracemense nos Jogos da Primavera, em Niterói, a capital.

Um belo dia apareceu uma cliente nova, levando uma peça inteira de tecido branco para o vestido de noiva. Folheou bem as revistas francesas e fez a escolha. Como ia sobrar muito tecido, minha mãe indagou o que ela queria que fizesse com a sobra, e ouviu:

“A senhora enfia no rabo’.

Foi a noiva vestida de calda mais longa que provavelmente já entrou na nossa Igreja de Santo Antonio.

Você também pode gostar...

Homenagem ao Samba – por Sorayah Câmara

Pincéis que falam: O que os grandes pintores queriam nos dizer? – por Rafael Murió

Além do arco-íris: Artistas com tetracromatismo e a visão que transforma a arte – por Rafael Murió

Invenção revolucionária! – por Sorayah Câmara

Do muro à galeria: A ascensão da arte urbana – por Rafael Murió

Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Print
Compartilhar
Artigo Anterior RESERVA FAMILIAR por Mário Rubial
Próximo Artigo A ARTE MOLAS por Rafael Murió
Deixe um comentário Deixe um comentário

Clique aqui para cancelar a resposta.

Acesse para Comentar.

Fique conectado!

FacebookLike
TwitterSeguir
InstagramSeguir
- Publicidade -
Ad image

Últimos artigos

VALEU, JAGUAR! – por Mário Rubial
Autores de M a N Comportamentos Homenagens
Tabagismo e pele: Como o cigarro acelera o envelhecimento e prejudica sua beleza – por Dra. Fernanda Nichelle
Saúde
Brasil ultrapassa os EUA e lidera cirurgias plásticas: reflexos culturais, sociais e médicos – por Dr. Carlos Tagliari
Brasil EUA Saúde
Conexões descartáveis, corações anestesiados: como a superficialidade adoece a mente – por Bruna Gayoso
Comportamentos Psicologia Relacionamento

Você pode gostar também

ArteCultura

Grupo Guanabara – por Sorayah Câmara

julho 22, 2025
ArteAutores de Q a RCultura

Teatro transforma as pessoas – por Regina Helena de Paiva Ramos

julho 9, 2025
ArteCultura

A Arte Está Morta? Ou Só Mudou de Rosto? – por Rafael Murió

julho 9, 2025
ArteAutores de Q a RCultura

Arte abstrata vs. figurativa – Os diferentes estilos e suas interpretações. Por Rafael Murió

julho 4, 2025

Receba nossos artigos.

Fique por dentro das opiniões mais importantes que influenciam decisões e estratégias no Brasil.

Siga-nos
© 2025 ORBISNEWS | O maior portal de artigos do Brasil. Todos os direitos reservados.
  • Advertise
Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Perdeu sua senha?