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> Blog > Nenhuma > Ninguém atravessa a vida sem ter passado por um professor. Mas poucos reconhecem o que isso realmente significa. – por Bruna Gayoso
Nenhuma

Ninguém atravessa a vida sem ter passado por um professor. Mas poucos reconhecem o que isso realmente significa. – por Bruna Gayoso

Bruna Gayoso
Ultima atualização: julho 9, 2025 12:06 pm
Por Bruna Gayoso 7 leitura mínima
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Vivemos uma das maiores distorções sociais do nosso tempo: enquanto responsabilizamos os professores por quase tudo comportamento, desempenho, caráter, desenvolvimento emocional somos incapazes de oferecer o mínimo em troca. Nem estrutura. Nem respeito. Nem saúde. Nem voz.
O professor, hoje, é cobrado como um agente transformador absoluto.
Mas tratado como se fosse um funcionário menor.
Forma todas as outras profissões, mas tem que implorar dignidade.
Tem que suportar, calado, a carga emocional de um sistema inteiro que colapsa sobre ele todos os dias.
As escolas deixaram de ser apenas espaços de ensino.
Tornaram-se centros de compensação.
Pais ausentes, negligentes ou emocionalmente despreparados projetam na escola tudo aquilo que não conseguem sustentar em casa.
Esperam que o professor ensine, corrija, eduque, organize, contenha, suporte, acolha, diagnostique e ainda entregue resultados.
Como se fosse possível reparar, sozinho, os danos que vêm da base.
Quando os pais não suportam os próprios filhos
Basta o anúncio das férias escolares para que o desespero se espalhe.
“Misericórdia, o que eu vou fazer com essas crianças em casa?”
“Eles vão me deixar louca.”
“Não sei se aguento quinze dias com eles.”
Essas falas, ditas em tom de piada, carregam uma verdade incômoda: muitos pais não suportam a convivência com os filhos que criaram.
Mas esperam que o professor lide com trinta, quarenta deles todos os dias com paciência, equilíbrio e vocação.
Eles entregam seus filhos à escola como quem terceiriza um problema.
Mas se esquecem: filho não é responsabilidade do professor.
Filho é responsabilidade de quem o colocou no mundo.

Crianças que chegam com raiva e professores que precisam aguentar
É nas salas de aula que desembocam as dores emocionais da infância.
Crianças mimadas, mal-educadas, inflexíveis, sem tolerância à frustração.
Crianças que vivem em ambientes familiares tóxicos, expostas a brigas, gritos, abandono afetivo ou silêncio emocional.
Chegam à escola carregadas de tensão e descontam no único adulto presente: o professor.
São explosões, desafios, gritos, desrespeitos.
É a raiva que não puderam expressar em casa.
É a dor que ninguém nomeou.
É o trauma que escapa em forma de agressividade.
E o professor precisa conter, compreender, ensinar e manter a calma.
Mesmo quando apanha verbalmente. Mesmo quando é confrontado. Mesmo quando está emocionalmente esgotado.
Porque ele não pode perder o controle.
Não pode se abalar.
Não pode reagir.
Tem que seguir.
Enquanto isso, é cobrado por produtividade, provas, boletins, relatórios e metas que ignoram o que se passa dentro da sala.
E como se tudo isso não bastasse, existem os pais que acreditam que seus filhos são deuses intocáveis.
Simplesmente crianças insuportáveis, mimadas e arrogantes.
E pobre do professor que precisa engolir calado.
Se tenta colocar um limite, é tachado de despreparado.
Se comunica algo que não agrada, vira alvo de escândalo dentro da escola.
Mas o que ninguém quer encarar é que essa profissão só existe porque existe sociedade.
Há pais que dizem, com ironia e desdém:
“Se não dá conta, por que escolheu essa profissão?”
“Não sabia onde estava se metendo?”

Mas essa pergunta, na verdade, revela o quanto não compreendem a importância da docência.
O professor escolheu essa profissão porque acredita no poder da educação.
O que ele não escolheu e não deveria ter que suportar é o desrespeito, a deslegitimação e a indiferença diante do próprio sofrimento.
Sem professores, não existe aprendizado.
Sem professores, não existe vida coletiva possível.
Não há médico, engenheiro, terapeuta, cientista, artista ou juiz sem antes ter existido um professor.
O adoecimento silencioso de quem sustenta a base
Esse cenário tem um impacto direto e devastador na saúde mental dos professores.
Eles adoecem em silêncio, porque o sistema exige que eles aparentem equilíbrio constante.
Mas o que há por trás da aparência de controle?
Ansiedade crônica, depressão camuflada por produtividade, esgotamento físico e emocional, picos de estresse, dores psicossomáticas, insônia, fobias sociais.
Muitos enfrentam ataques de pânico antes de entrar em sala.
Outros choram no banheiro durante o intervalo e voltam como se nada estivesse acontecendo.
Tomam medicação para “aguentar” porque pedir ajuda pode ser visto como fraqueza.
Em um sistema que normalizou a sobrecarga, o sofrimento do professor é ignorado.
Ou pior: é romantizado como sinal de “vocação”.
Mas amor ao ensino não deveria custar a saúde emocional de ninguém.
Estamos empurrando milhares de profissionais para o abismo da exaustão e tratando isso como normal.
A distorção do poder nas escolas particulares
Nas escolas privadas, a lógica é ainda mais perversa.
Porque ali, o pagamento da mensalidade é usado como argumento para o desrespeito.
Pais se sentem donos da escola.
Exigem mudanças no plano de aula, questionam métodos, invadem o espaço pedagógico como se tivessem comprado autoridade.
Trata-se o professor como prestador de serviço.
Como se ensinar fosse uma função subalterna.
E quando a autoridade docente é deslegitimada especialmente na frente do aluno o que se aprende é simples: “quem paga, manda”.
E o professor se cala.
Engole.
Segue.
Mas até quando?
A romantização do sacrifício
Dizem que professor é “guerreiro”.
Mas isso não é elogio.
É um disfarce para a naturalização do sofrimento.
É uma maneira de justificar a precariedade como se fosse vocação.
Não é heroísmo trabalhar sem estrutura, sem reconhecimento e com medo.
É crueldade institucionalizada.
Estamos tratando como descartáveis aqueles que nos ensinam a escrever, a pensar, a argumentar, a conviver.
E esperamos deles uma excelência que não exigimos nem de nós mesmos.
O alerta
A educação não está em crise apenas porque os alunos estão desinteressados.
Ela está em crise porque os professores estão adoecendo.
E quando quem ensina começa a quebrar, quem aprende começa a se perder.
Ninguém atravessa esta vida sem ter passado por um professor.
Mas poucos reconhecem o que isso realmente significa.

Se a sociedade continuar fingindo que está tudo bem, o colapso

virá não só na sala de aula, mas em todos os lugares onde o conhecimento deveria ser a base.
Porque o futuro não começa no mercado.
Nem nas promessas políticas.
O futuro começa na sala de aula.
E quem fecha os olhos para isso está, na prática, destruindo o que viria depois

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Por Bruna Gayoso
Formada em Terapia Holística e Terapia de Reprogramação Emocional, com 8 anos de experiência em atendimentos presenciais e online.
Artigo Anterior Como o tédio pode curar: a arte de não fazer nada – por Cristiane Sanchez
Próximo Artigo Episódio 47 – Podcast Gente que Fala com Simão Pedro – 08/07/2025
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