Foi um jornalista, escritor, produtor, ilustrador, diretor de cinema e televisão e ex-vice presidente do Museu da TV.
É considerado por vários scholars como o maior especialista em história em quadrinhos do Brasil.
Ele trabalhou por muito tempo na Editora Abril.
Foi professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, onde formou por décadas gerações de alunos.
Foi um dos organizadores da Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos junto com Jayme Cortez, entre outros, em 1951, na cidade de São Paulo.
Atuou muitos anos na televisão, sendo que na TV Tupi desenhou os letreiros de inauguração.
Moya esteve na equipe de inauguração da TV Bandeirantes.
Ele foi diretor da TV Excelsior onde criou conceitos e estruturas que revolucionaram a maneira de se fazer TV na época e que de certa forma persistem até hoje.
Foi correspondente da revista Wittyworld, dos Estados Unidos.
Em 1970, lançou o livro “Shazam!”, primeiro livro brasileiro inteiramente dedicado à análise de HQs.
O livro não se resume apenas a fazer uma pesquisa sobre história das HQs, mas conta com a colaboração de especialistas que debatem acerca da influência pedagógica e psicológica dos quadrinhos e a sua influência na cultura, tratando as HQs não somente como puro entretenimento, mas sim como um meio de comunicação que merece atenção por parte dos acadêmicos.
Em 1976, traduziu e fez o prefácio para a edição brasileira de “Para ler o Pato Donald” de Ariel Dorfman e Armand Mattelart, publicada pela editora Paz e Terra.
Ao lado de mais um colega, Álvaro de Moya e o professor da USP Waldomiro Vergueiro foram responsáveis por fundar o Observatório de Histórias em Quadrinhos da USP.
Amigo do americano Will Eisner (1917 – 2005), uma das maiores lendas dos quadrinhos, Moya iria lançar um livro de memórias que comemoraria suas sete décadas e o centenário do nascimento do colega. A obra chama-se “Eisner/Moya – Memórias de Dois Grandes Nomes da Arte Sequencial” (editora Criativo).
Moya lançou outros livros, como “História da História em Quadrinhos”, “Gloria in Excelsior” (Imprensa Oficial, 2004), que traz relatos sobre os bastidores, a programação e os problemas políticos que levaram a concessão da emissora a ser cassada durante a ditadura militar.
Moya, também, trabalhou na americana CBS e foi jornalista de O Tempo de SP, jornal que revolucionou a Imprensa Paulista dois anos antes da chegada do Última Hora SP.
Moya foi casado com a grande atriz Anita Greiss e, depois, com a escritora Cláudia Levay.
Álvaro de Moya nasceu em 1930 em São Paulo e faleceu na mesma cidade em 14 de agosto de 2017.
Álvaro de Moya foi uma das maiores autoridades brasileiras em histórias em quadrinhos e pioneiro no estudo dessa expressão artística no Brasil.
“Todas as grandezas do mundo não valem um bom amigo.”
Voltaire, filósofo (1694 – 1778).