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A corrida brasileira pela dupla cidadania europeia em 2026 – por Rafael Gianesini

A busca pela dupla cidadania europeia deixou de ser um sonho distante para se tornar uma estratégia de vida planejada por milhares de brasileiros. Segundo dados reportados pelo Ministério da Justiça de Portugal, mais de 1,5 milhão de pessoas solicitaram a cidadania portuguesa entre 2020 e 2025. Essa massa de pedidos comprova que o passaporte europeu é visto como um plano de segurança, uma porta de entrada para um leque mais amplo de oportunidades. Assim, a dupla cidadania, especialmente de países como Portugal e Itália, que oferecem a via do jus sanguinis (direito de sangue), confere mais do que a isenção de vistos. 

Impulsionado principalmente pelo desejo de melhores oportunidades econômicas e estabilidade política, esse aumento da procura pelo passaporte europeu é o “plano B” de muitos brasileiros, que oferece segurança contra as incertezas futuras. A possibilidade de realizar um teletrabalho internacional (anywhere office) tem transformado o mercado corporativo. Com isso, a necessidade de imigrar se tornou em uma escolha estratégica e muito mais real, onde profissionais brasileiros, especialmente de áreas de alta demanda global (como tecnologia e finanças), utilizam o passaporte para residir legalmente em outros países, enquanto mantêm seus empregos. 

Além disso, a busca por qualidade de vida e por uma educação mais democratizada são fatores que fomentam ainda mais essa estratégia. Isso porque a segurança urbana, os eficientes sistemas de saúde pública e a infraestrutura de transporte de ponta da Europa elevam o bem-estar e a tranquilidade para toda a família, fatores cada vez mais valorizados em um mundo acelerado. Por sua vez, o acesso ao ensino acessível na UE é um diferencial inegável. Como cidadão europeu, o brasileiro não é considerado um estudante internacional, garantindo o acesso a universidades de alto nível com custos substancialmente mais baixos ou até mesmo gratuitos.

Por outro lado, o fator emocional é igualmente poderoso. A procura pelo passaporte internacional é, para muitas pessoas, a oportunidade de se reconectar com as suas origens e a ancestralidade. É o resgate de uma história familiar, que preenche lacunas genealógicas e honra o legado dos imigrantes. Esse laço cultural transforma o processo burocrático em uma jornada de redescoberta e reforço de identidade. Assim, o passaporte europeu confere uma mobilidade global incomparável. Além da livre circulação no continente, ele facilita o acesso a inúmeros outros países, eliminando a necessidade de vistos para destinos como Estados Unidos, Canadá e Japão, um ativo inestimável para viajantes de negócios e turismo global. 

Contudo, as mudanças nas leis de imigração da União Europeia estão incentivando a regularização antecipada. Isso porque uma nova legislação entrará em vigor em 2026 e permitirá que imigrantes legalmente residentes em um país membro trabalhem em qualquer outro estado sem a necessidade de um novo visto, o que incentiva os brasileiros a se regularizarem o quanto antes para aproveitar o benefício desde o início.

Nesse contexto, a regularização antecipada tornou-se mais do que uma conveniência; é uma necessidade estratégica. O cenário jurídico atual na Itália aguarda com expectativa o desfecho judicial sobre o Decreto-Lei nº 36/2025, que tentou restringir o reconhecimento para gerações mais distantes. Especialistas preveem que uma eventual queda dessas restrições pela Corte Constitucional em 2026 desencadeará uma onda sem precedentes de novos pedidos, o que congestionará os órgãos italianos. Assim, aqueles que iniciarem o processo antecipadamente, organizando a documentação e superando as etapas iniciais de busca e retificação, não apenas garantem o direito, mas asseguram um reconhecimento mais célere, seguro e livre dos erros comuns causados pela pressa de última hora.

Por fim, a corrida por raízes europeias em 2026 é impulsionada por uma percepção clara: a dupla cidadania é a ferramenta que permite aos brasileiros participarem de forma plena da economia e da sociedade global, oferecendo segurança, mobilidade, educação de qualidade e bem-estar para si e para as futuras gerações. É o investimento mais seguro e duradouro no futuro da família, utilizando os laços históricos como um caminho para a integração global e o desenvolvimento pessoal e profissional.

*Rafael Gianesini é CEO e co-fundador da Cidadania4U – primeira empresa brasileira criada com o objetivo de auxiliar pessoas a obter a cidadania europeia de forma transparente e prática e em um ambiente 100% online. 

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