Tudo o que acontece em São Paulo repercute no planeta. É óbvio: é a maior cidade do Brasil e a quinta maior do mundo. Está sempre no noticiário.
Na agenda climática, à qual o Prefeito Ricardo Nunes confere especial atenção, muitas iniciativas paulistanas conversam com outras nações. Num jogo “ganha-ganha”, em que se aprende com cada qual. Um exemplo é a cooperação com Copenhague, que perdura há mais de dois anos e que já está produzindo frutos.
Copenhague, capital da Dinamarca, tem longa tradição em oferecer à cidadania a melhor qualidade de vida. Em tempos de transição energética, a urgência em livrar a Terra das venenosas emissões do veneno expelido pelos combustíveis fósseis, sua experiência é fundamental.
Reuniões conjuntas se realizam aqui e lá, para mostrar como se consegue eficiência energética, a começar pelos próprios municipais e espraiando-se pelas escolas e hospitais. Há pouco tivemos importante reunião com as duas equipes, em que se falou sobre o andamento do cronograma de cooperação, os progressos nos sistemas de gerenciamento e automatização de energia, o caso sensível dos gases refrigerantes – ar-condicionado – que são até mais nefastos do que o diesel e a gasolina. Abordou-se o tema dos protocolos internacionais, a difícil transição até à abolição do uso de gases refrigerantes no mundo e no Brasil, com foco nas soluções locais.
É São Paulo a aprender com a Dinamarca e a ensinar também aquele país que equivale com a nossa cidade em população. Todas as ideias e contribuições são bem-vindas. Afinal, o mundo nunca esteve tão unido em termos de ameaças climáticas. Não temos plano “B”. É só a Terra e temos de salvá-la, para nos salvarmos.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.











