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A rainha das ciências é a filosofia – por Sorayah Câmara

Os prazeres da Filosofia são como os êxtases supremos do amor, só acessíveis às almas superiores.
A conquista do amor e da sabedoria ocorre por meio da filosofia que é a “Regina Scientiarum”.
Podemos penetrar nos palácios da Filosofia ao tentarmos compreender o enigma do conhecimento.

Há Filosofia na Metafísica, na História, na Política. Enfim, os filósofos são amantes do Belo, do Imortal e do Bom.

Será que a Filosofia se rói de ciúmes da Arte com inveja da paixão criadora da beleza?

Na verdade, a Arte é a grande rival da Rainha das ciências, pois só a Arte lhe rouba o culto dos homens mais esplêndidos.

Pode ser que a Sabedoria reconheça que é mais sábio adorar a Beleza do que procurar a Verdade, porque a eterna Verdade é arisca a ponto de talvez nunca permitir que o ser humano lhe toque facilmente.

Já a Beleza, sabendo-se perecível, recebe-nos com agrado e recompensa a nossa adoração.

A Filosofia estuda a Beleza e a Arte a reverencia e a recria.

Ainda mais superior que a vida da Arte é a Arte da vida; e a Ética é o estudo da Arte da vida.

Graças à Ética, a Filosofia transforma o seu variado conhecimento em sabedoria viva, guiadora da humanidade.

Ao pensarmos a Filosofia surgem muitas perguntas, tais como: Por que é boa a bondade? Estará a mais alta virtude na sabedoria de Sócrates ou na bravura de Nietzsche? E é o amor imoral, exceto dentro da lei? Que é a justiça?

São essas questões eminentemente vitais, entre outras, que envolvem o destino de civilizações inteiras e tocam todas as nações e todos os corações.

A morte também pertence à Filosofia e então, surge a reflexão sobre a Religião.

A Teologia estuda os entes sobrenaturais em suas relações com o homem, entes sobre o que a Filosofia não fala.

Porém, das relações do homem com a soma de vida e da totalidade das coisas, bem como, das origens do homem e seu destino final, a Filosofia atreve-se a falar, embora com modéstia relativa à humana ignorância.

A Filosofia defronta a questão da imortalidade.

E finalmente, a Filosofia fala de Deus.

Não do Deus da Teologia, concebido como o outro lado da Natureza; mas o Deus dos filósofos, e a lei e a estrutura, a vitalidade e a vontade do mundo.

Se há qualquer Inteligência guiando este universo, a Filosofia se esforça para compreender e reverentemente com ela trabalhar.

Se não existe, a Filosofia deseja saber que não existe e sem nenhum medo enfrenta o problema.
Portanto, a Filosofia procura encontrar um pouco de significação e nobreza para o homem.

“Uma vida não questionada não merece ser vivida”.
Platão (427-347a.C.), filósofo grego.

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