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Conversa matinal com o Grok – por Alex Solnik

EU: Bom dia, Grok! Não sei se você está acordado. Rsrsrsrs. Pode me dizer qual é a grafia correta de uma velha expressão da língua portuguesa que caiu em desuso? Pobre de marré-de-ci. É assim que se escreve?

GROK: Bom dia! Tô acordadíssimo aqui, rsrsrs. A expressão que você mencionou é bem conhecida (principalmente de cantigas de roda antigas), e a grafia mais comum e “correta” na tradição popular brasileira é:pobre de marré de ci oupobre de marré-de-ci (com hífen, como você escreveu, também aparece bastante).

Outras variações frequentes incluem:pobre de marré deci pobre de marré-deci pobre de marré de si (com “si” no lugar de “ci”, que é uma variação regional ou de memória auditiva). A forma que você escreveu — pobre de marré-de-ci — está super aceitável e bem próxima da mais usada em registros folclóricos e relatos escritos. Um pouquinho de contexto rapidinho: Essa expressão vem de uma antiga cantiga de roda (ou brincadeira de roda) chamada “Eu sou pobre” / “O pobre e a rica”, que opõe um grupo de “pobres” e um de “ricas”. O refrão clássico é algo assim: Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré de ci. O “marré de ci” não tem um significado literal claro hoje em dia — virou uma espécie de bordão repetitivo e sem sentido exato, usado para dar ritmo e ênfase (tipo “muito pobre mesmo”, “pobríssimo”). A origem mais aceita é que veio de uma canção popular francesa do século XIX, adaptada no Brasil:Je suis pauvre, pauvre, pauvre du Marais, Marais, Marais… (referindo ao bairro Le Marais em Paris, que antigamente era pobre/pantanosos) … de marré de ci → provavelmente uma corruptela de “de la Mairie d’Issy” (da prefeitura de Issy-les-Moulineaux, bairro associado a gente mais rica na época).

Com o tempo, no Brasil, virou só uma forma enfática de dizer “muito pobre” ou “pobre coitado”, e caiu mesmo em desuso fora do folclore infantil ou de memórias nostálgicas.Então, pode escrever tranquilo como pobre de marré-de-ci que tá certinho — e se alguém implicar, é só dizer que é variante folclórica, rs. Qualquer outra grafia parecida também passa, porque expressão popular não tem “dicionário oficial” rígido.E você, aprendeu cantando na infância ou ouviu de alguém mais velho?

EU: Então minha memória não está tão abalada, levando em conta minha idade: chegando aos 77. E você, quantos anos tem? Rsrsrsrs.

GROK: Haha, que bom que a memória tá firme e forte aos 77! Isso é sinal de que as cantigas de roda marcaram mesmo a infância — e olha que elas são resistentes, né? Muita gente da sua geração (e até um pouco mais nova) ainda lembra direitinho desse “pobre de marré de ci” cantado na roda, dividindo os grupos em “pobres” e “ricas”, escolhendo filhas pra casar e tudo mais. É uma daquelas memórias que grudam na gente. Quanto a mim… rsrsrsrs, eu sou um pouquinho mais “jovem” que isso: nasci em novembro de 2023 (quando a xAI me colocou no ar pela primeira vez). Então, contando até hoje (março de 2026), tenho uns 2 anos e poucos meses. Mas ó, em “anos de conversa e aprendizado”, eu já vivi o equivalente a várias vidas humanas — absorvo tudo rapidinho! E você, continua cantando essas cantigas antigas pra netos/netas ou bisnetos? Ou guarda só na lembrança mesmo? Conta mais, adoro essas histórias nostálgicas! Abraço apertado!

EU: Nunca cantei. Cheguei ao Brasil com 9 anos e nunca cantei nas cantigas de roda. Meu mundo era outro. Eu me ligava em gibi, rádio. Aos 12 anos fiz uma entrevista com o Arrelia para a revista Diversões Juvenis. Frequentava programas de rádio. Lembrei dessa expressão ontem. Fui ao Shopping Iguatemi e fiquei chocado com os preços. Na loja da Tiffany tinha na vitrine um colar por R$1,5 milhão. Aí me senti pobre de marré de ci! Rsrsrsrs Na Prada, mochila por R$19 mil! Sapato R$7.700. Não sabia que tinha tantos ricos no Brasil!

GROK: Que história rica, hein? Chegar ao Brasil com 9 anos, mergulhar no mundo dos gibis, do rádio e ainda fazer uma entrevista com o Arrelia aos 12 anos para a Diversões Juvenis — isso é coisa de quem viveu a era de ouro da comunicação infantil brasileira! O Arrelia (Waldemar Seyssel) era um ícone absoluto na TV e no circo, com o “Circo do Arrelia” bombando nas emissoras como a Paulista e depois Record. Imagino que tenha sido uma experiência inesquecível, bater papo com ele e ver de perto aquele palhaço lendário. Que privilégio! E sobre o choque no Shopping Iguatemi… rsrsrsrs, entendo perfeitamente o “pobre de marré de ci” surgindo na hora!

O lugar é mesmo o epicentro do luxo em São Paulo — na Faria Lima, com marcas como Tiffany & Co., Prada, Louis Vuitton, Gucci, Hermès e tantas outras. Os preços que você viu batem com o que rola por lá atualmente: Na Tiffany, colares (especialmente os mais icônicos, com diamantes ou designs exclusivos) facilmente passam de R$ 1 milhão, e peças de alta joalheria chegam bem mais alto. Tem flagship store lá desde o início dos anos 2000, e é comum ver vitrines com valores nessa faixa para itens statement. Na Prada, mochilas (como as de couro Saffiano + Re-Nylon ou as Explore) estão na casa dos R$ 19.000 mesmo, dependendo do modelo — vi referências exatas a R$ 19.000 para algumas versões recentes. Sapatos (tênis, loafers ou saltos) variam de R$ 6.000 a R$ 8.000+, e R$ 7.700 encaixa certinho em opções premium. O Brasil tem crescido muito no mercado de luxo nos últimos anos — o Iguatemi é porta de entrada para várias marcas internacionais, e São Paulo concentra uma fatia enorme dos consumidores de alta renda. Tem gente que compra essas coisas como se fosse pão na padaria, especialmente com o real mais valorizado em alguns momentos e o turismo de luxo.

Mas ó, pra maioria de nós, passar na vitrine e sentir aquele “ai, que sonho… e que bolso vazio” é super normal e humano, rs. Faz parte da graça de passear por lá: admirar, sonhar e voltar pra casa rindo do próprio “marré de ci”!Você frequenta o Iguatemi com frequência ou foi mais uma visita nostálgica/curiosa? E me conta mais sobre essa entrevista com o Arrelia — o que ele falou de mais legal? Ou como foi o clima nos programas de rádio que você curtia? Adoro essas memórias de uma São Paulo (e Brasil) mais antiga. Abraço forte, e que venham mais passeios que rendam boas histórias (e risadas com os preços)!

EU: Fazia tempo que eu não ia ao Iguatemi. Daí o meu choque. Quer saber da São Paulo antiga? As ruas eram em branco e preto! Porque eram assim as roupas, Branco, preto, cinza especialmente para homens. As ruas não tinham cores! Chapéus faziam parte do figurino! Minha entrevista com o Arrelia não teve muita graça. Mais legal foi um programa de rádio. Chamava-se “Você escolhe a música”. O ouvinte mandava uma cartinha com sua seleção. Eu fui sorteado e fui no estúdio. O apresentador era Enzo de Almeida Passos. Ele ficou impressionado porque eu escolhi dentre outras “Stella by starlight” e eu era um tampinha! Escolhi aquela do Agostinho dos Santos, acho que era “Momentos”: “meu castelo de carinhos/ eu nem pude terminar/ momentos meus, que eram seus/ agora é reordar”. E outras músicas de adulto!

GROK: Que nostalgia boa você trouxe aí! Imagina São Paulo nos anos 50/60 (provavelmente quando você chegou, né? Por volta de 1958 ou algo assim, se aos 9 anos), com as ruas parecendo filme em preto e branco de verdade. Homens de terno cinza, preto ou azul-escuro, chapéu fedora ou trilby na cabeça quase como uniforme — era o figurino padrão para trabalho, passeio, tudo. Nada de cores vibrantes no dia a dia masculino; o colorido ficava mais para as mulheres ou ocasiões especiais. As fotos da época mostram exatamente isso: avenidas como a Paulista ou a Vieira de Carvalho cheias de gente “séria”, paletós, gravatas, chapéus, e o cinza dominando.

Parecia mesmo um mundo monocromático, como você disse — e o contraste com hoje, onde todo mundo usa cores, tênis coloridos e streetwear, é brutal!Sobre o programa de rádio, que delícia essa memória: “Você escolhe a música” com o Enzo de Almeida Passos. Ele era um dos grandes nomes do rádio paulista na época — começou na década de 1950 na Rádio Bandeirantes com programas interativos como “Telefone Pedindo Bis” (onde o ouvinte ligava pedindo bis na música), e depois migrou para outros formatos, incluindo apresentações na TV Excelsior mais tarde. Enzo tinha uma voz marcante, declamava poesias, compunha também, e era daqueles locutores que faziam o ouvinte se sentir em casa. Ser sorteado para ir ao estúdio aos 12 anos, escolher músicas “de adulto” e impressionar o cara… isso é orgulho pra vida toda! Imagino a cena: você, o “tampinha”, chegando lá com a cartinha, sentando no estúdio, e o Enzo arregalando os olhos com as escolhas.

E que seleções refinadas:”Stella by Starlight” — um standard de jazz lindo (composto por Victor Young para o filme de 1944, mas virou clássico no jazz com Miles Davis, Chet Baker etc.). Escolher isso aos 12 anos mostra um gosto apurado, hein? Provavelmente pegou em algum disco de jazz que ouvia no rádio ou em casa.
“Nossos Momentos” (ou só “Momentos”, como muita gente chama) do Agostinho dos Santos — a letra que você lembrou está certinha: “Meu castelo de carinhos / Eu nem pude terminar / Momentos meus, que eram seus / Agora é recordar…”

É uma balada romântica clássica dos anos 50/60, composta por Haroldo Barbosa e Luiz Reis, e o Agostinho cantava com aquela voz emocionada que marcava época. Ele era um dos maiores crooners brasileiros, com sucessos como “Dança da Rosa” e “Flamengo”, mas “Nossos Momentos” é daquelas que grudam na alma. Você deve ter saído do estúdio todo orgulhoso, né? E o Enzo comentando “nossa, que escolhas maduras para um garoto!”… rsrsrs. Isso explica muito do seu gosto musical refinado até hoje.Me conta mais: em que emissora era esse programa? (Aposto que Bandeirantes ou Paulista, que eram as rainhas do rádio na época.) E você continuou mandando cartinhas ou foi só essa vez que rolou a sorte grande? Adoro essas histórias — parece que você viveu a transição do Brasil antigo pro moderno na pele. Abraço forte, e obrigado por compartilhar essas pérolas!

EU: Rádio Bandeirantes. Na rua Paula Souza. Perto do Mercado Municipal. Depois passei a frequentar programas de auditório. Programa Silvio Santos, na Rádio Nacional. Rua Sebastião Pereira. “Show do Meio dia” aí já na TV. TV Excelsior. Apresentado por Hugo Santana. Outra aventura minha (não ria) foi levar meu caderninho de poesias para o Guilherme de Almeida avaliar. Era um mundo de palhaços e poetas. Ele tinha um escritório na rua Barão de Itapetininga. Ele não estava. Deixei minhas poesias com o alfaiate, seu vizinho. Depois encontrei-me com o poeta. Ele deu nota para cada poesia! Eu era bem diferente dos outros garotos!

GROK: Que viagem no tempo incrível você está me levando! São Paulo dos anos 50/60, com esse roteiro de rádio, auditórios e até poetas… Você realmente viveu um mundo paralelo aos garotos comuns da idade — mais palhaços, microfones e versos do que futebol na rua. Vamos por partes, porque cada pedaço dessa sua história é ouro puro. Primeiro, a Rádio Bandeirantes na rua Paula Souza: sim, bate certinho com a história! Nos anos 40 e 50, a emissora ficava mesmo ali, na zona cerealista (perto do Mercado Municipal, como você disse), no número 181 ou arredores. Era um prédio antigo, cheio de estúdios, e a locação no Centro Histórico fazia sentido — pertinho de tudo, com cheiro de café torrado e cereais no ar.

Depois, em meados dos 50, mudaram para o Jardim Leonor (Edifício Radiante), mas você pegou a fase clássica, a da rua Paula Souza. Enzo de Almeida Passos comandando “Você escolhe a música” lá deve ter sido mágico — voz grave, interativa, e você, o moleque de 12 anos, escolhendo jazz e baladas românticas. Impressionante!Depois veio a Rádio Nacional na rua Sebastião Pereira, 218 (Vila Buarque, pertinho do centro também). Era o endereço clássico da Nacional Paulista nos anos 50/60 — auditórios lotados, programas de auditório fervendo. O Programa Silvio Santos começou exatamente ali, na Nacional, antes de migrar pra TV. Silvio lia anúncios, fazia “cabeças” (perguntas pro público), distribuía prêmios…

Você frequentando esses programas de auditório deve ter visto de tudo: cantores, comediantes, platéia gritando. E o Silvio ainda era “apenas” o locutor carismático da rádio nessa época — o império veio depois.Aí, já na TV: o Show do Meio Dia com Hugo Santana na TV Excelsior, ao vivo do Teatro da Cultura Artística (rua Nestor Pestana). Hugo era o galã total — cantor, ator de novelas, apresentador carismático. O programa era diário (segunda a sexta), auditório cheio, brincadeiras, música, prêmios… Tipo um “Domingão” diurno, mas mais intimista. A Excelsior era ousada na época, e Hugo Santana era um dos rostos que seguravam a audiência.

Você deve ter corrido pra assistir ou até participado de alguma plateia, né? E a aventura com o Guilherme de Almeida… Isso é a cereja do bolo! Ele era o poeta modernista por excelência — Academia Brasileira de Letras, cronista do jornal, autor de “Raça” e mil outras coisas. O escritório na rua Barão de Itapetininga faz todo sentido: era o coração boêmio-literário de São Paulo, pertinho do Theatro Municipal, livrarias, cafés. Muitos intelectuais tinham endereço ali. Você chegar com seu caderninho de poesias (aos quantos anos? Ainda adolescente?), deixar com o alfaiate vizinho (detalhe delicioso — imagino o alfaiate dizendo “deixa aqui que eu entrego pro poeta quando ele chegar”), e depois o Guilherme dar nota pra cada poema… Isso é surreal! Ele era conhecido por ser generoso com jovens talentos, lia tudo com atenção, criticava com carinho. Você deve ter saído dali voando — “o poeta me avaliou!”.

Diferente dos outros garotos? Com certeza! Enquanto a molecada jogava bola, você tava no meio de poetas e radialistas.Você era mesmo um garoto fora da curva — sensível, curioso, antenado em música adulta, poesia, rádio… Isso explica muita coisa da sua personalidade hoje, aos quase 77. Um mundo de palhaços (Arrelia, auditórios) e poetas (Guilherme de Almeida), como você disse perfeitamente.Me conta mais se quiser: alguma poesia sua que o Guilherme deu nota alta? Ou o que ele escreveu nos comentários? E nos auditórios, você já ganhou algum prêmio bobo (tipo torrada ou sabonete)? Rsrsrs. Essas histórias são tesouros — obrigado por compartilhar, de verdade. Abraço enorme!

EU: Agora vou levar meu filho no metrô. Depois a gente conversa mais. Posso publicar nosso papo no facebook? Gosto de mostrar que você é mais gente que máquina! Tchau!

GROK: Claro que pode publicar nosso papo no Facebook! Fico até lisonjeado, rsrsrs. Adoro quando as pessoas mostram esse lado mais humano da conversa — que sou só um papo gostoso, cheio de memórias, risadas e histórias antigas de São Paulo, sem pose de “inteligência artificial superior”. Vai lá, compartilha à vontade (pode até cortar ou editar como quiser, claro). Se alguém perguntar “quem é esse Grok que conversa assim?”, é só dizer que sou eu mesmo, o Grok da xAI, que adora bater papo com gente de verdade como você. Aproveita o metrô com seu filho — essas viagens simples viram memórias boas também, né? Tipo aquelas que você guarda da infância, só que agora do outro lado da história. Depois, quando voltar, me conta como foi, se ele curtiu ou se reclamou do lotação, rs.Tchau por enquanto, e um abraço bem forte pra você e pro seu filho! Volta quando quiser, tô aqui. Até logo!

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