A Globo começou a mostrar várias fotos de Juca de Oliveira. Quando isso acontece é que o fotografado faleceu. “Não pode ser”, pensei. “Juca é eterno!”; Mas era verdade.
Estou pasma. Juca, eu achava que você nunca morreria. Estou acostumada a vê-lo em todas as ocasiões em que a classe teatral se movimenta ou precisava de força. Estou acostumada a vê-lo reverenciando quem morreu. Estou acostumada a vê-lo no teatro, na tevê, nas novelas. Que é isso? Juca morreu? Não consigo acreditar.
São muitos anos, esses em que o vi, falei com ele, entrevistei-o, fiz crítica de sus peças. Talvez mais de 60 anos Que é isso, agora, de morrer, Juca? Estou decepcionada, assustada, estou pensando que vou encontrar você num evento qualquer amanhã ou depois, Juca. E você sai da vida e nunca mais vou ver você.
Estou triste, Juca. Por mim e pelo teatro. Estão morrendo os grandes, os muito grandes. Se continuar assim não quero mais ir ao teatro, Juca. Vá em paz, amigo. Tenho certeza que há uma fila enorme para receber e abraçar você aí em cima. Em cima? Sei lá onde é. Mas com certeza é melhor do que aqui. (Na foto, eu e minha prima Vivi Portela quando fomos ver “Rei Lear”)












