O pessoal gostou de ouvir falar na trilha dos Guaianás, na APA do Parque do Carmo, Zona Leste da Capital. Conhecê-la também remete à história de São Paulo. Essa área era conhecida como Fazenda Caaguaçu e em 1722 chegaram monges carmelitas que deram ao local o atual nome: Fazenda do Carmo.
Depois houve o desmembramento em várias glebas e, nos anos 1950, parte foi adquirida pelo engenheiro Oscar Americano (1908-1974), que transformou o local em área de lazer. A Prefeitura adquiriu a área quando seu proprietário faleceu e criou o Parque do Carmo, inaugurado em 1976.
O movimento popular impediu que ali se fizesse um aterro sanitário e o PL 6409/89 propôs a criação da APA – Área de Proteção Ambiental.
Por isso, ali ainda podem ser vistos jequitibás, jatobás, embaúbas, bromélias e outras plantas da Mata Atlântica. E também sobreviveram bichos preguiças, esquilos e demais animais silvestres. Sua dimensão alcança 867 hectares, ou o que equivale a 1200 campos de futebol. O projeto Trilhas da APA do Carmo começou no ano passado e ela é bastante sedutora, pois oferece trechos de baixa dificuldade, como a Trilha do Jataí, com 850 metros de extensão e que pode ser percorrida em sete minutos, até a dos Guaianás, com 12 quilômetros e a do Urubu, com quatro quilômetros.
Elas podem ser percorridas a pé ou de bicicleta. Existem outras trilhas em São Paulo, principalmente no Extremo Sul, região de Parelheiros, Cidade Ademar, M’Boi Mirim, Grajaú e Engenheiro Marsilac. Conhecer os recantos ainda intactos – ao menos em parte – da maior cidade do Brasil é um divertimento e um aprendizado. Procure saber o que São Paulo oferece em termos de aventura ecológica e contato com a natureza.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.












