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Lendo Entre Jogadas e Diplomacia: A Saga de Tostão em Houston por José de Aquino
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> Blog > Categorias > História > Entre Jogadas e Diplomacia: A Saga de Tostão em Houston por José de Aquino
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Entre Jogadas e Diplomacia: A Saga de Tostão em Houston por José de Aquino

Redação
Ultima atualização: abril 9, 2024 5:53 pm
Por Redação 7 leitura mínima
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O dia (22/4/73) que Tostão me fez suar em bica e o então presidente do Vasco, Agathyrno da Silva Gomes, me convidou para conhecer um rico shopping de decoração, em Houston, Texas, EUA.

Havia pouco mais de um ano (fev/72) que Tostão trocara o Cruzeiro pelo Vasco, na, então, mais cara transferência no futebol brasileiro, e precisado, mais uma vez, ser examinado pelo dr. Abdala Moura, médico mineiro que residia e clinicava naquela cidade.

Abdala Moura, famoso oftalmologista, cuidava da vista atingida de Tostão, num lance casual em jogo contra o Corinthians, no Pacaembu, 1969, desde então.

A revista onde eu trabalhava quis, naturalmente, saber e noticiar como estava o grande craque. Mandou que a secretária ligasse para o Methodist Hospital, onde ele estava e a resposta foi que Tostão não atendia telefonemas.

No plano B, foi contratado repórter americano para o trabalho, e nova negativa. Tostão não dá entrevista.

No plano C, o diretor me chamou e disse para preparar a mala. Argumentei que acabava de voltar de uma viagem, se não podia escalar outro. Ouvi que não. “Ele não pode se ferrar”. E eu posso?. “Você pode”. Considero até hoje um grande elogio.

Fiz uma última pergunta. E se não conseguir conversar com ele? “Você faz reportagem mostrando como o povo da cidade sente o drama de um craque do futebol brasileiro”. Era tudo mais que eu precisava ouvir. Entrevistar os moradores de Houston, coração do Texas, sobre um jogador do ‘soccer”.

Mais ou menos como um repórter americano entrevistar paulistas sobre o drama de um craque do futebol americano internado nas Clínicas, em Ribeirão Preto.

Peguei passagem e dólares. Ao colocar o pé (direito) fora do prédio na Marginal Tietê, senti alguma coisa cair ao meu lado. Abaixei, peguei, coloquei no bolso e, sem olhar o que era, fui para casa arrumar a mala.

Não tenho a menor ideia do porquê enfiei na mala um terno e gravata – além da imagem de São Cristõvão, que apanhei ao sair da empresa. Era costume de caminhoneiros – soube depois – jogar, daquela forma, imagens de São Cristóvão, santo protetor dos que cortam as estradas.

No aeroporto de Houston, depois de escala em Miami, pedi ao motorista para que me levasse ao hotel mais próximo do hospital. Registrei-me no Motel, relaxei por mais de uma hora e atravessei a avenida.

Indaguei à atendente pelo dr. Abdala Moura e em seguida pelo paciente Eduardo Gonçalves. Estava no apartamento 715. Voltei, relaxei por mais um bom tempo e fui tentar a sorte.

Longo banho, para refrescar a cabeça, meti-me no terno, peguei o elevador, virei à direita no corredor e, sempre em silêncio, cheguei na “sala de espera”. Passei direto e fui por onde – estava escrito – só podiam passar pessoas autorizadas – o que não era meu caso.

Um médico, falando espanhol, estava saindo do apartamento. Segurei a porta e….Bom dia Eduardo. “O que você esta fazendo aqui?”. Estou de férias e pensei visitar o amigo. “Não pode entrar”. Mas…”Não pode entrar”. Puxa, amigo…”Não pode entrar, não pode entrar, não pode entrar”. Puxa, Eduardo, trouxe as revistas da semana, cartas de seus familiares e um livro…”Não pode entrar…”.

A cueca já estava ensopada, quando a Vânia, mulher dele, que tricotava junto à janela, sentiu dó de mim. “Eduardo, ele é seu amigo…”. “Tudo bem, mas nada de futebol”. Claro, estou de férias…”Onde estão as cartas? E o livro (O Lobo da Estepe)…?” Estão no hotel. Não as trouxe para que você não pensasse…. Mas posso ir buscar….”

“Você viu quem está lá fora?” Não tinha visto (nem olhei para os lados quando fui passando por onde não podia.”Agora tenho de deixar que ele entre”. Autorizado, o presidente do Vasco entrou, com o do médico. Fui apresentado, mas ele não me deu bola.

Ocupou a cadeira defronte à minha. O médico ficou de pé. O diálogo entre eles foi curto, ríspido, muito ríspido, cheio de acusações e ameaças. “Não vou te pagar”. “Vai pagar sim”. “Vou à Justiça”. “Eu também”.

Papo encerrado, Agathyrno levantou-se e só então olhou direto para mim – e me reconheceu. “Você é….” Antes que terminasse, respondi que sim. Ele me encarou por uns segundos e…’Você conhece o shopping de decorações daqui? É lindo…”. Presidente, não conheço. Deixe como está.

Ele insistiu mais uma vez e repeti. Deixa como está…Mal a porta foi fechada e Tostão iniciou o papo. “E a seleção, como foi”. Você disse sem futebol. “Esqueça…” Conversamos e combinamos que no dia seguinte entregaria a ele as cartas, revistas e o livro – sim, com a ajuda da sucursal mineira, eu tinha levado tudo.

Na manhã seguinte, perguntei à moça da recepção do Motel onde poderia comprar uma pequena máquina fotográfica. “Se é só para umas fotos, por quê você não aluga uma aqui comigo? Aluguei. A fotografia aberta nas páginas 8/9 da edição 163, 27/4/73, tem minha assinatura.

Primeira e última vez, porque sempre fui contra o chamado texto/e/fotos. Tirava emprego de alguém. Nota: para enquadrar o nome do hospital, precisei cortar os pés do casal deixando o local. Estava no limite da calçada e era tudo que a “xereta” podia fazer.

Escrevi a reportagem”Eu quero é jogar bola” e não coloquei uma única palavra sobre a dura discussão (avisei a quem de direito na redação). Tostão, apesar da “sauna” que me fez tomar, merecia. E merece.

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