Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
  • Home
    • Conheça o Orbisnews
  • Autores
  • Blog
  • Categorias
    • Administração
    • Brasil
    • Cultura
    • Clima
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Família
    • História
    • Jornalismo
    • Justiça
    • Meio Ambiente
    • Mobilidade
    • Mundo
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Contatos
    • Assessorias de imprensa
    • Saiba Como Divulgar Artigos no Orbisnews
Lendo O VERGONHOSO LEGADO DOS CAMISAS PÚRPURAS. Por José Crespo
Compartilhar
0 R$ 0,00

Nenhum produto no carrinho.

Notificação
Redimensionador de fontesAa
Redimensionador de fontesAa
0 R$ 0,00
  • Home
  • Blog
  • Planos-de-assinaturas
  • Contatos
  • Home
    • Conheça o Orbisnews
  • Autores
  • Blog
  • Categorias
    • Administração
    • Brasil
    • Cultura
    • Clima
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Família
    • História
    • Jornalismo
    • Justiça
    • Meio Ambiente
    • Mobilidade
    • Mundo
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Contatos
    • Assessorias de imprensa
    • Saiba Como Divulgar Artigos no Orbisnews
Tem uma conta existente? Entrar
Siga-nos
  • Advertise
© 2024 ORBISNEWS | Todos os direitos reservados.
> Blog > Categorias > Justiça > O VERGONHOSO LEGADO DOS CAMISAS PÚRPURAS. Por José Crespo
Justiça

O VERGONHOSO LEGADO DOS CAMISAS PÚRPURAS. Por José Crespo

José Crespo
Ultima atualização: junho 27, 2024 6:23 pm
Por José Crespo 5 leitura mínima
Compartilhar
Compartilhar

 Vivemos num pretenso Estado Democrático de Direito.

Todos os agentes jurídicos, para tal mister, devem ter passado por uma faculdade de Direito.

E seguramente leram e debateram um dos livros mais antológicos daqueles cursos: “O caso dos Denunciantes Invejosos”, de Lon Fuller. Este modesto artigo pretende uma analogia com os dilemas do livro.

Durante uma disputa eleitoral fraudada, um arrogante grupo, sem escrúpulos, que se jactava superior a todos os demais, inclusive o povo, considerando-o incapaz de eleger os representantes “adequados” e portanto, necessitava de uma autoridade “suprema” que atemorizasse e manipulasse todas as demais, rasgou a carta “magna” e aboletou-se no Poder. No referido livro, esse grupo autointitulou-se “camisas-púrpuras”.

As duas forças que detinham capacidade de reagir a esse golpe, se acovardaram: os militares e os advogados.

Nesse hipotético mundo, sem opositores, os camisas-púrpuras cometeram as maiores barbaridades cívicas e criminais, mandando aprisionar quem se manifestava individualmente (até mesmo parlamentares), tirando das prisões condenados úteis, confiscando bens  e censurando a imprensa.

Mas a história é cíclica, talvez com intervenção divina: não há mal que perdure (o próprio mal se destrói), e o antigo brocardo: “nunca fica mais escuro do que à meia-noite” (ou seja, a meia-noite é o início de uma nova alvorada).

Um dia, o pernicioso regime acabou caindo, e o Estado Democrático de Direito foi restaurado.

Após a derrocada dos “camisas-púrpuras”, formou-se um movimento de opinião que passou a exigir a punição dos que, por ação ou omissão (ou covardia), haviam deixado o golpe acontecer ou, tendo obrigação, não o tinham impedido ou pelo menos resistido.

Alguns ilibados juristas argumentaram que nada havia a ser feito, nem contra os militares nem contra os advogados, pois durante aquele período, alheio à vontade desses, o próprio Direito estivera suspenso, foi um pesadelo que passou, e os atos de arbítrio cometidos não eram portanto nem legais nem ilegais, e sim advindos de um regime de anarquia e terror.

Outros não menos ilibados reagiram a esse pensamento, exigindo que fosse criado um tribunal especial, baseado em lei penal retroativa, para julgar e punir as ações e as omissões dos que silenciaram (ou tiraram proveito) diante das barbaridades havidas.

Voltou à tona a eterna controvérsia se o Direito deve buscar rigorosamente a Justiça, ou simplesmente executar as leis vigentes, segundo a interpretação de quem puder.

Os primeiros alegando que “somos membros de uma Sociedade que deseja preservar a liberdade, a dignidade e a igualdade, e nunca o conseguiremos se ficarmos reféns de leis, decretos e portarias”.

Pergunta que não cala: o jurista deve ser um servidor da Política ou um operador da Justiça ?

A aplicação das leis e até da Constituição, depende dos interesses momentâneos dos poderosos, que imputam como “verdade” aquilo que lhes convém ?

Podem mudar o sentido das palavras, interpretando como ilegal aquilo que ontem era legal ?

Mais do que um conjunto de normas redigidas pelos parlamentares, mais do que a jurisprudência dos tribunais, os melhores doutrinadores pregam que o Direito deve se inspirar nos valores da natureza humana e nos princípios que fundamentam a vida social.

Não deve ser aceito qualquer regime político e qualquer lei ou interpretação dela. Quando o povo, a partir de suas lideranças, considerar  que um governo é arbitrário e o sistema jurídico opressor e injusto, deve encontrar a organização e a coragem de lutar para que seja criado um novo Direito, conforme seus anseios, valores e princípios absolutos.

///

José Crespo foi deputado estadual na ALESP durante três mandatos legislativos e atualmente é presidente do ICPP – Instituto de Cidadania e Políticas Públicas.

Você também pode gostar...

O impedimento e suspeição de ministros que irão julgar Bolsonaro – por Cesar Dario

Publicidade enganosa – por Celso Russomano

Em defesa da liberdade – por Ricardo Sayeg

Só faltava essa – por Cesar Dario

Almoço grátis – por Almir Pazzianotto

Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Print
Compartilhar
Por José Crespo
Ex-deputado estadual na ALESP
Artigo Anterior Ultradireita: perigosa, inútil e deselegante. Por Ricardo Viveiros
Próximo Artigo DESAPEGO. COMO É DIFÍCIL! Por Mário Rubial
Deixe um comentário Deixe um comentário

Clique aqui para cancelar a resposta.

Acesse para Comentar.

Fique conectado!

FacebookLike
TwitterSeguir
InstagramSeguir
- Publicidade -
Ad image

Últimos artigos

VALEU, JAGUAR! – por Mário Rubial
Autores de M a N Comportamentos Homenagens
Tabagismo e pele: Como o cigarro acelera o envelhecimento e prejudica sua beleza – por Dra. Fernanda Nichelle
Saúde
Brasil ultrapassa os EUA e lidera cirurgias plásticas: reflexos culturais, sociais e médicos – por Dr. Carlos Tagliari
Brasil EUA Saúde
Conexões descartáveis, corações anestesiados: como a superficialidade adoece a mente – por Bruna Gayoso
Comportamentos Psicologia Relacionamento

Você pode gostar também

BrasilDireitoJustiçaPolítica

Tecnicamente, há como se imputar crimes contra o Estado Democrático de Direito a Bolsonaro e aos demais acusados? – por Cesar Dario

agosto 26, 2025
Direito

A banalização do Direito Penal e o perigo da perseguição política e ideológica – por Cesar Dario

agosto 25, 2025
DireitoEconomiaOpinião

Os bancos brasileiros e a escolha de Sophie – por Cesar Dario

agosto 22, 2025
BrasilJustiçaPolítica

O crime do colarinho branco diante da triste certeza da impunidade – por Roberto Livianu

agosto 20, 2025

Receba nossos artigos.

Fique por dentro das opiniões mais importantes que influenciam decisões e estratégias no Brasil.

Siga-nos
© 2025 ORBISNEWS | O maior portal de artigos do Brasil. Todos os direitos reservados.
  • Advertise
Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Perdeu sua senha?