O Brasil caminha com as pernas bambas no campo da Ética e da Moralidade.
Este país, grande, diverso, rico, criativo, tem tudo para ser feliz. Mas não é!
A obscena desigualdade social que só cresce, é a causa primeira de todas as nossas mazelas. É vergonhosa a concentração de renda no Brasil. Cada dia mais cruel, e o governo, seja de “direita” seja de “esquerda”, é parceiro do rentismo, que espolia a nação com juros escorchantes e manobras financeiras suspeitas.
Dessa terrível iniquidade social derivam a pobreza, a marginalização, a criminalidade, a violência e a corrupção.
Essa última tornou-se uma mania nacional!
Sempre tivemos corrupção no Brasil desde quando o primeiro português pisou aqui, com o intuito de delapidar os recursos naturais desta terra.
Mas, nos últimos tempos as ações de corrupção adentraram em todas as esquinas do país, desde os palácios governamentais e repartições públicas, aos sindicatos, templos, empresas, e é claro, os partidos políticos.
A corrupção naturalizou-se em nossa terra. Ela abraça governantes, magistrados, congressistas, empresários, religiosos, líderes sociais, e chega até ao cidadão comum.
É como uma pandemia que corrói as entranhas das instituições. É uma praga incivilizatória!
Poderíamos citar exemplos mil, porém este artigo não suportaria.
Mas num resumo, tivemos o Mensalão, depois o Petrolão, em seguida o Emendão e o Descontão e agora o Masterzão. Qual será o próximo?
Em todos esses fenômenos corruptivos houve a participação tripartite dos poderes executivo, legislativo e judiciário, e é claro de setores empresariais.
Uma festa de arromba!
O povo assiste a tudo isso estonteado, e vez por outra se divide em torcidas, dizendo “o meu corrupto é melhor que o seu” ou “ele rouba sim, mas o seu rouba mais”. Enfim, a tolerância popular com a corrupção no Brasil é catastrófica.
Vez por outro ouvimos da boca de gente do povo: “todo mundo rouba, e se eu pudesse roubava também”.
Dessa forma a banda podre do Brasil cresce e mostra sua cara horrorosa.
A promiscuidade entre os corruptos parece uma grande “famiglia”.
O que fazer? Isso fica para um próximo artigo.
Gilberto Natalini
Médico e Ambientalista
Janeiro/2026












