A verdadeira grandeza do Brasil se revela na força do seu povo, que sustenta a nação com trabalho, fé e dignidade.
Em tempos de lamentável descompasso entre a condução estatal e os fundamentos econômicos que sustentam a prosperidade, impõe-se reconhecer uma verdade que resiste: o Brasil real não se esgota no governo. Nosso país é muito maior.
Nosso Brasil floresce em seu povo. Ainda que se observem atrapalhadas governamentais, como o aumento galopante da carga tributária, o elevadíssimo patamar das taxas de juros e a expansão desastrosa da dívida pública, acompanhadas de uma abjeta narrativa oficial que esconde a realidade em ano eleitoral, tais fatores não são suficientes para obscurecer a grandeza intrínseca da nação brasileira.
Nosso país de verdade é o Brasil das pessoas. O Brasil do povo brasileiro. É o Brasil que trabalha, que empreende, que acredita, que sustenta suas famílias, que louva a Deus e que, mesmo diante das adversidades impostas por um ambiente macroeconômico hostil, as supera com honra e dignidade.
É nesse povo, e não nas estruturas estatais, que reside a verdadeira riqueza nacional.
A verdadeira riqueza do Brasil é o seu povo. De fato, recentemente, hospedado em Porto das Pedras, em Alagoas, tive a oportunidade de vivenciar, de forma concreta, essa realidade.
Em um cenário paradisíaco, acompanhado de minha esposa e de meus filhos Mateus e Arthur, realizamos um passeio de jangada conduzido por dois microempreendedores locais: Michel Jackson dos Santos e José Joaquim de Moura Neto.
Mais do que um serviço turístico, o que se revelou foi uma lição viva de Brasil.
Michel, de 35 anos, casado e pai de duas filhas, e Joaquim, de 37 anos, também casado e pai de três filhos, representam a essência, a alma e o coração do brasileiro que constrói o país sem depender de favores, mas sim de trabalho decente, honesto e honrado.
Com esmero, cuidado e gentileza, proporcionaram não apenas um passeio memorável, com mergulhos assistidos e um delicioso almoço preparado na brasa, na própria jangada, mas também um testemunho de vida pautado em valores sólidos de dignidade, trabalho, família e Deus.
O que mais impressiona, entretanto, não é apenas a qualidade do serviço prestado, na simplicidade daqueles rapazes, mas o compromisso desses homens com uma vida decente, digna e honrada, para consigo mesmos, com suas famílias e com a comunidade. Michel idealizou um projeto social voltado à inclusão de crianças por meio do futebol, iniciativa que, apesar de ter alcançado cerca de 130 crianças assistidas, lamentavelmente não encontrou o devido apoio estatal. Joaquim, por sua vez, faixa-preta de jiu-jitsu, dedica-se ao ensino da arte marcial para cerca de 40 crianças.
Enfim, são homens de bem, decentes, honrados, trabalhadores e dedicados à família, orgulhosos de suas esposas e filhos, ligados à igreja e inseridos na comunidade. Usam alianças na mão esquerda não como mero símbolo formal, mas como expressão concreta de compromisso, responsabilidade e amor. Vivem com simplicidade, mas com grandeza moral. Sustentam seus lares com honra. Servem ao próximo. Servem a Deus. Servem ao Brasil.
Este é o retrato do povo brasileiro.
Diante de exemplos como esses, torna-se impossível não reconhecer a verdadeira força do país, que não está na máquina pública, mas em seu povo.
É o brasileiro comum, trabalhador, honesto e digno, que mantém viva a chama da esperança e da construção nacional.
Sob a perspectiva do capitalismo humanista, que consagra a dignidade da pessoa humana como eixo central da ordem econômica, é precisamente esse povo livre que deve ser reconhecido como sujeito central da edificação de nossa nação, livre, justa e solidária e do desenvolvimento nacional.
A nossa liberdade, nesse contexto, não é apenas um valor abstrato, mas condição indispensável para que o brasileiro possa produzir, empreender e florescer.
Quando o Estado se descontrola de forma desmedida, ele não apenas compromete a economia, mas sufoca o potencial humano.
Porém, o Brasil sempre resiste e defenderemos nossa liberdade até o fim.
Resistimos porque nosso povo e nossa liberdade são maiores do que os equívocos e malfeitos deste governo. Resistimos porque há milhões de homens e mulheres de bem espalhados pelo território nacional, sustentando silenciosamente a nação com trabalho, dignidade, liberdade e fé.
Parabéns, Michel e Joaquim.
É por isso que continuo acreditando na grandeza do Brasil. Não por ingenuidade, mas por convicção fundada na realidade concreta. O Brasil é grande e tem futuro porque o honrado povo brasileiro é livre e tem dignidade e valor.
E é com esse espírito que posso afirmar, com orgulho, que eu e minha casa servimos ao Brasil.
Servimos não a esse governo desastrado, mas a uma pátria construída diariamente pelo esforço digno e decente de seu povo.
É neste Brasil de verdade que eu acredito e em que confio.
Ricardo Sayeg
Jurista Imortal da Academia Brasiliense de Direito e da Academia Paulista de Direito. Professor Livre-Docente de Direito Econômico da PUC-SP e do Insper. Doutor e Mestre em Direito Comercial. Oficial da Ordem do Rio Branco. Presidente da Comissão de Direito Econômico Humanista do IASP. Presidente da Comissão Nacional Cristã de Direitos Humanos do FENASP. Comandante dos Cavaleiros Templários do Real Arco, Guardiões do Graal.












