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“É preciso fazer, fazer e fazer” no universo das artes plásticas – por Rafael Murió

No mundo das artes visuais, uma máxima ecoa entre ateliês e salas de aula: “É preciso fazer, fazer e fazer.” Essa frase, repetida por artistas plásticos experientes, carrega um sentido profundo e prático. Mais do que um conselho, é quase uma filosofia de vida para quem deseja se dedicar à criação artística.

O significado da repetição

  • Fazer: significa colocar a mão na massa, experimentar, produzir.
  • Repetir o fazer: reforça que não basta uma tentativa isolada; é necessário insistência.
  • Fazer continuamente: indica que a prática constante é o caminho para o amadurecimento artístico.

A repetição da palavra “fazer” não é mero recurso estilístico. Ela traduz a ideia de que o artista só se desenvolve ao praticar incessantemente, enfrentando erros, acertos e descobertas.

O processo criativo como exercício diário

Na arte, teoria e inspiração são importantes, mas insuficientes sem prática. O artista precisa:

  • Experimentar técnicas: óleo, acrílica, aquarela, escultura, gravura.
  • Errar e aprender: cada falha é um passo para compreender materiais e formas.
  • Produzir em volume: quanto mais obras criadas, maior a chance de encontrar uma linguagem própria.

Assim como um atleta treina músculos, o artista treina o olhar, a mão e a sensibilidade.

A lógica jornalística por trás da frase

Se traduzirmos essa máxima para uma linguagem simples e objetiva, ela significa:
“O segredo da arte está na prática constante. Não existe talento sem trabalho diário.”
Essa visão é compartilhada por críticos e professores de arte. Muitos afirmam que o mito do “gênio nato” é incompleto. O talento pode ser uma centelha, mas só se transforma em chama com disciplina e repetição.

Exemplos históricos:

  • Picasso produziu mais de 50 mil obras ao longo da vida.
  • Van Gogh pintou mais de 800 quadros em apenas uma década.
  • Tarsila do Amaral, ícone do modernismo brasileiro, dedicava horas diárias ao estudo e à produção.

Esses artistas não se limitaram a esperar pela inspiração. Eles fizeram, refizeram e continuaram fazendo, até que sua arte se tornasse reconhecida mundialmente.

O ciclo do artista

  1. Produzir: criar sem medo.
  2. Refletir: analisar o resultado.
  3. Recomeçar: aplicar o aprendizado na próxima obra.

Esse ciclo é infinito. O artista nunca “termina” de aprender. Cada tela, cada escultura, cada desenho é parte de um processo maior.

-A frase “É preciso fazer, fazer e fazer” resume a essência da prática artística. Ela é um chamado à ação, um lembrete de que a arte não nasce apenas da inspiração, mas da persistência. Para o artista plástico, o ateliê é laboratório, oficina e escola. E o verbo fazer é a ponte entre a ideia e a obra.

Em linguagem simples: quem quer ser artista precisa produzir sem parar. É na repetição que se encontra a originalidade, é no erro que se descobre o estilo, e é na prática que se constrói a trajetória.

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