Meus atentos leitores dirão que sou repetitivo, mas não posso fingir que ignoro a explosão bilionária que colocou o atual modelo de futebol nos limites do inimaginável. Replay: os iludidos torcedores e os cronistas de resultados não perdem o péssimo costume de atribuir aos treinadores o sucesso e o fracasso dos clubes a cada nova temporada. É tudo ou nada. Então, os comandantes das tropas nem sempre valorizadas – às vezes, desvalorizadas até demais – cobram fortunas na hora de assinar ilusórios contratos que logo podem colocá-los no olho da rua. Não duvidem.
De repente, eles vão embora e morrem de rir na cara dos trouxas. Me refiro à cartolagem irresponsável que despeja milhões de multas rescisórias no ralo da incompetência. Que o digam os felizardos Mano Menezes, Fernando Diniz, Jorge Sampaoli e outras desgastadas figurinhas que pulam de galho em galho. Que, na minha opinião, não são nem piores nem melhores do que Abel Ferreira ou Fillipe Luís. A diferença que estes dormem e acordam iluminados pela sólida estrutura do Palmeiras e do Flamengo.
O Corinthians, coitado, caía aos pedaços e já agonizava pertinho da zona de rebaixamento, mas voltou a respirar depois de passar pelo Vasco. As mais recentes investigações revelaram os limites da podridão. Falo da roubalheira que infestou o ambiente alvinegro. A luzinha no fim do túnel era André Castro, candidato presidencial derrotado nas recentes eleições. Trata-se de um dos principais executivos do Banco GSP, que jurou de pés juntos que pretendia injetar US$ 1 bilhão (pouco mais de R$ 5 bilhões) nos esvaziados cofres de um Timão quase Timinho. O barco, ainda oscilante, segue nas mãos do piloto Osmar Stábile. Síntese: se os poderosos elencos respondem à paixão dos ingênuos, é mais do que meio caminho andado. O resto é bate-boca os programas esportivos ou nos botecos da esquina. Ou não?
Ah, o Vasco de Fernando Diniz, um ex-técnico em atividade. Fajuto e decadente. O mau-caráter desperdiça talvez a última chance de comandar um grande clube. Os gritos e as ameaças ao garoto Rayan chocaram os defensores do bom senso. Imaginem se fosse na cara do Edmundo, do Serginho Chulapa ou do Felipe Mello? Detalhe: o covarde tá acostumado a crescer em cima dos meninos. Gente: ponto final.