E eu confesso: às vezes, chego a me emocionar mesmo.
É algo que vem do cheiro, antes mesmo da primeira mordida. Aquela nuvem morna que invade o ambiente quando a tampa da caixa se abre ou quando o garçom a deposita sobre a mesa. Um aroma que parece dizer: “Agora o mundo pode parar”.
É quando os olhos brilham, o coração amolece e a expectativa se mistura ao desejo. A pizza chega fumegante, com os ingredientes derretendo em harmonia, como uma orquestra de sabores afinadíssima. Massa no ponto certo, borda crocante, queijo esticando, molho pulsando — uma verdadeira obra de arte que não se pendura na parede, mas se guarda na memória.
E quando tem vinho… ah, quando tem vinho, a experiência vira ritual. Cada gole abre espaço para o próximo pedaço. Cada pedaço convida a mais um gole. E a vida, que andava corrida, ansiosa ou sem graça, desacelera.
A pizza tem esse dom de reunir o que importa: o sabor, a companhia, o momento. Ela não precisa de ocasião especial. Ela é a ocasião.
Hoje, se eu fechar os olhos ao comer pizza, talvez me pegue sorrindo. Talvez até com os olhos marejados. Porque, no fundo, não é só sobre comida. É sobre afeto, prazer, aconchego. É sobre tudo o que nos alimenta de verdade.
Feliz Dia da Pizza. Que nunca nos falte apetite para saborear a vida.