O povo do Irã saiu nas ruas para combater e derrubar a ditadura teocrática dos Aiatolás, que massacra os iranianos há quase 50 anos.
Durante esse tempo foi instaurado um regime político atrasado e cruel, baseado em conceitos religiosas fanatizados, levando o país a um retrocesso que perseguiu as mulheres, os jovens e os democratas, prendendo e executando opositores do governo e ativistas pela liberdade.
O Irã é um país milenar que vem do poderoso Império Persa, e viveu uma revolução popular no final da década de 1970, comandada pela cúpula religiosa do país, que derrubou a monarquia autoritária do Xá Reza Pahlavi.
Desde então a mão de ferro da teocracia reprime qualquer tentativa de romper com os costumes, entre eles a proibição das mulheres terem uma vida livre e moderna.
A atual e grave crise econômica somada com a crise ambiental de poluição, falta de água e de eletricidade detonou as massivas manifestações populares atuais.
A repressão da Ditadura dos Aiatolás contra os manifestantes, aproxima-se da barbárie. Hoje fala-se em 20 mil assassinatos com tiros nos olhos e na nuca, perpetrados pela “Guarda Revolucionária”, a mando do líder Ali Khamenei. São milhares de presos e perseguidos, censura à internet, aos telefones e à imprensa.
O mundo se movimenta sobre isso, com as democracias europeias repudiando o massacre, Trump ameaçando invadir o país, Rússia e China num apoio silencioso à ditadura iraniana.
O Brasil subiu no muro!
Lula, sempre muito falador, até agora não disse uma palavra sobre o assunto.
O Itamarati, a mando do governo, soltou uma nota insossa, e em meio à matança covarde, pediu moderação, mas não ousou apontar o dedo para denunciar a ditadura facínora do Irã.
A omissão do Brasil é vergonhosa!
A dita “esquerda” brasileira (entre aspas mesmo) está muda, calada, escondida embaixo do manto ensanguentado dos mortos iranianos.
Mais uma vassalagem ideológica que joga na vala da vergonha histórica essa gente que perdeu o direito de falar em justiça e humanismo.
De minha parte, me solidarizo com o corajoso povo do Irã, em particular as mulheres e os jovens, que arriscando vida lutam pela liberdade e democracia.
Que tenham força para chegar na derrubada daquela ditadura!
Todo apoio ao povo iraniano!
Gilberto Natalini
Médico e Ambientalista












