O São Paulo Futebol Clube jamais teve um presidente cassado em toda sua história. Mas na reunião que seu Conselho Deliberativo fará na próxima sexta-feira, dia 16 de janeiro, à partir das 18h30, no Salão Nobre do Morumbi, isso pode acontecer. Até duas semanas atrás, essa possibilidade parecia remota. De lá para cá, no entanto, outras denúncias pesadas surgiram contra José Casares, atual presidente do clube e, como consequência, uma boa parte dos conselheiros que o apoiavam, deixaram de fazê-lo. Ele tenta reagir, faz reuniões diárias com conselheiros amigos e procura, no desespero, virar esse jogo. Mas, ao que parece, Julio Casares deixará mesmo de ser presidente do clube no final desta semana. Em seu lugar será empossado o empresário Harry Massis Júnior, o Kaká, de 80 anos, que completará o período de gestão do grupo Casares à frente do São Paulo (gestão vai até o final de dezembro deste ano).
Se consolidado, este será o primeiro impeachment aprovado pelo Conselho do clube na história do clube. Até hoje, dez presidentes presidentes preferiram renunciar ao cargo ao invés de passar por esse vexame. O último a pedir para sair foi Carlos Miguel Aidar, ligado a Casares, pediu afastamento quando houve forte denúncia contra ele e sua então namorada, envolvendo altas somas de dinheiro. Ele continua no clube.
Importante lembrar, no entanto, que apesar do movimento pelo impeachment de Casares ser muito forte, existe sim uma possibilidade dele não ser aprovado. Para quem não sabe, a política dentro do Conselho Deliberativo tricolor é muito conturbada e, de um momento para o outro, a linha de conduta de alguns conselheiros pode mudar. Assim, se na votação que será feita nesta sexta-feira, o pedido de impeachment de Casares não chegar aos 191 votos, ele estará salvo da degola e poderá completar sua atual gestão. À princípio, no entanto, como a pressão atual contra o atual presidente é muito forte, sua cassação tem tudo para ser confirmada.
Se eu fosse conselheiro do São Paulo neste momento, não teria nenhuma dúvida, votaria pelo afastamento direto de Casares. Há provas suficientes para incriminá-lo, e o Conselho não pode deixar de puni-lo com vigor na reunião de sexta. O vice-presidente Harry Massis Júnior é um que pensa assim e já disse que seu voto é contra Casares. Concordo. Estou com ele e não abro….












