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A medicina entrou na rota das coisas ruins – por Antoninho Rossini

Pela avalanche dos acontecimentos ruins, que estamos vivendo nada mais provoca espanto ou estranheza. Tudo se vulgariza a cada dia, tais como assaltos, assassinatos, falcatruas (de colarinho branco ou não), faz parte dessa lamentável rotina massacrante. O ser humano se distancia rapidamente dos seus valores de honestidade, família, civilidade e amor.

Hoje, não se sonha mais sonhos bons. As pessoas são tomadas por pesadelos assombrosos durante o sono. O repouso, antes revigorante, se transformou em máquina de tortura – haja drogas químicas e outros alucinógenos para fazer de conta que tudo está bem. É por isso que filas de espera sobrecarregam consultórios de psiquiatras, psicólogos, hospitais e clínicas de repouso. Definitivamente, entramos na era do caos – quem leva a leitura bíblica a sério já dá como favas contadas que estamos chegando “no fim do mundo…”

Pensando bem, por mais que se queira ser otimista, as retóricas de defesa dessa situação não encontram embasamento eficaz para desfazer maus presságios. Basta destacar os acontecimentos que somam horas de espetáculos lamentáveis, porém, verdadeiramente jornalísticos, exibidos pela televisão e nas demais mídias, diariamente. A título de exemplo, eis o cardápio da confusão reinante e da desgovernança: desvios bilionários do Banco Máster ( a bola da vez); de empresas que entram em falências ou concordatas orientadas juridicamente para se safar de dívidas; verbas públicas do Governo Federal para ajudar municípios, que acabam indo parar nas lojas de carros de luxo, em mansões cinematográficas, ou em empreendimentos para os detentores do poder.

O mais triste vem agora: a Medicina, também, entrou para ficar no noticiário de coisas ruins. Existe número incontável de práticas cirúrgicas realizadas por arremedo de profissionais médicos, sem contar com outras tantas pessoas transvestidas com jaleco branco e luvas dando plantão em prontos-socorros e matando ou mutilando pacientes com medicamentos errados. Quanto mais doente, mais médico. Essa lógica torna-se perversa considerando que muitos cursos de medicina não estão preparados para a nobre profissão criada por Hipócrates de Cós, médico grego que estabeleceu as bases da Ética na Medicina.

O Brasil possui infindáveis escolas de medicina operando sem condições mínimas para realizar o curso com a devida responsabilidade. Quem deveria zelar pelas boas práticas da profissão estaria consciente dessa missão? Será que o mais importante é formar, distribuir diplomas e jogar no mercado arremedo de profissionais? Nem todos, mas uma parte considerável dos frequentadores dos cursos de medicina pelo Brasil só frequentam o curso em busca de oportunidade de ganhar status e dinheiro. Interessante é saber que a maioria dos formados não querem deixar o conforto das grandes cidades e cuidar dos mais necessitados em rincões distantes. Essa maioria sabe bem o que quer, mesmo que represente esquecer as palavras e exemplos de Hipócrates. Os grandes centros dão mais dinheiro e ainda de quebra essa maioria pode usufruir do conforto social, cultural e financeiro. Ao que se percebe as entidades responsáveis pelos profissionais da medicina estão pensando em cuidar desse assunto. Mais seriedade e compromisso com o ser humano são indispensáveis para todos.

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