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O Brasil que não desiste dele mesmo – por Ricardo Sayeg

Assim como Martin Luther King Jr., a Direita Constitucionalista também tem um sonho; um sonho de justiça, liberdade e dignidade para o Brasil.

Nossa visão de Brasil insere-se no horizonte de uma direita constitucionalista, pacífica, legalista e profundamente comprometida com as crenças, os valores e os princípios cristãos que estruturam a nossa civilização nacional.

Nihil sine Deo. O Brasil nasceu sob o signo da Cruz Templária, estampada nas velas das naus de Cabral. Jesus Cristo é, desde o nascimento de nossa nação, o fundamento espiritual e civilizacional de nosso país.

Em 26 de abril de 1500, a primeira Cruz foi erguida em solo nacional. Invocando a Sua presença, celebrou-se a missa primaz na praia da Coroa Vermelha, no atual Estado da Bahia, conduzida por Frei Henrique de Coimbra, frade franciscano integrante da expedição, fincando na nossa terra, desde então, as bases espirituais de nossa cultura cristã.

Desde esse primeiro gesto fundacional, quando a fé cristã foi erguida sobre nossa terra, formou-se aqui uma nação que carrega, em sua própria alma e gênese, uma força espiritual extraordinária, contra a qual nenhum contra-ataque político, econômico ou institucional será capaz de prevalecer.

O Brasil cristão que somos jamais aceitará ser governado pelas trevas, pois nossa identidade mais profunda e inabalável repousa na luz da dignidade humana, da liberdade e da justiça, como Jesus Cristo nos ensinou.

Em verdade é preciso dizer, há um Brasil silencioso, resiliente e perseverante, que não se rende ao desalento nem se curva à opressão.

É essa Direita Constitucionalista que se manifesta por meio da marcha de um povo que se levanta de forma pacífica, constitucional e consciente, reafirmando estas crenças, valores e princípios que precedem o Estado e transcendem o governo.

Sua força reside na legitimidade constitucional do povo brasileiro, verdadeiro titular do poder.

Essa caminhada da liberdade, da justiça e da fé, com cerca de duzentos quilômetros, protagonizada por Nikolas Ferreira, evoca esse sentimento patriótico e heroico, banhado pela memória histórica das marchas pelos direitos civis conduzidas por Martin Luther King Jr.

Foi precisamente por meio dessas lídimas “marchas do povo” que se expressou o Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos, culminando em eventos emblemáticos como a Marcha sobre Washington de 1963, em que Martin Luther King Jr. proferiu o histórico discurso “I Have a Dream”.

A caminhada de Nikolas simboliza esse sonho. Não empunha armas, mas nossas crenças, valores e princípios; não semeiam o ódio, mas edificam nossa fé, consciência e patriotismo.

Trata-se de um ato pacífico, porém poderoso, capaz de mobilizar corações, reacender a esperança e cravar, em todo o território nacional, a consciência de que a justiça e a liberdade não são concessões do poder, mas atributos naturais da nossa dignidade.

Cada quilômetro percorrido representa a voz do Brasil que não se cala; que não desiste de si mesmo e que recusa a se submeter à opressão e escolhe o caminho da constitucionalidade para cultuar a fé, a justiça e a liberdade.

A Marcha de Nikolas não se trata de um gesto meramente político, mas da manifestação pacífica de um povo que tem fome e sede de justiça e liberdade. Um povo que compreende que tais virtudes não são abstrações, mas compromissos concretos e genuínos com a vida, a família e a verdade.

Sob essa perspectiva, a caminhada de Nikolas Ferreira é, sobretudo, espiritual.

Por isso, daqui de São Paulo, assim como milhões de brasileiros espalhados por todo o território nacional, somos parte dessa caminhada.

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