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Piso do Magistério garante 5,4% de aumento para não virar 18 reais – por Silvio dos Santos Martins 

Saiu o novo Piso Nacional do Magistério e o reajuste foi de 5,4%!

Mas como é frustrante ver o nosso salário preso a manobra administrativa e à boa vontade do governo.

O reajuste até veio acima da inflação, mas só foi concedido por meio de Medida Provisória, ou seja, saiu como remendo e não como regra automática e previsível.

Sem essa MP, os cálculos oficiais, inclusive os que envolvem o Fundeb, são tão frágeis que, seguindo o rito legal, o aumento poderia ser de apenas 18 reais.

Isso mesmo, 18 reais!

Pensem nisso: professores que mantêm a escola pública, pagam contas e educam gerações quase receberam uma migalha por causa de fórmulas obscuras e interpretações contábeis.

Isso não é falha técnica, é escolha política.

Transferir a garantia do piso para o terreno da canetada significa tratar a carreira docente como variável de contabilidade, e não como direito constitucional.

Professores precisam de estabilidade, financiamento adequado e correção que acompanhe o custo de vida, não de remendos econômicos e negociações de gabinete.

E agora o CPP se prepara para um novo round dessa luta.

Aqui em São Paulo, o aumento é concedido por abono para não reconhecer o valor como piso oficial.

Abono não incorpora, não garante aposentadoria e pode sumir amanhã.

Por isso, exigimos que o Estado pague o reajuste como aumento real do piso, incorporado e definitivo, e não como abono temporário.

Parem de transformar o salário do professor em peça de contabilidade. Piso é direito, não moeda de troca.

*Silvio dos Santos Martins é presidente do Centro do Professorado Paulista

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