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Brasil e a farsa da segurança – por Mário Rubial

Há mais de 60 anos ouço falar sobre a necessidade de melhorar a segurança nesta pobre e abandonada pátria.

Puxando pela memória, e já caminho para os 82 anos, até meados do século passado, a única preocupação com segurança eram os punguistas – para quem não lembra, eram pequenos furtos, como os batedores de carteiras.

Nos anos 40/50, havia uma grande preocupação com um ladrão contumaz que só roubava ricos. E ainda ajudava os pobres. Gino Meneguetti! Parecia um gato, pois andava sobre telhados sem fazer barulho entrando nas casas para surrupiar objetos de algum valor. Era o único famoso da época ao contrário de hoje como…deixa pra lá!

No Brasil atual, não seria nem estafeta das organizações criminosas que, como prova a imprensa livre, estão em todas as partes dos poderes constituídos.

A imprensa livre e séria vem demonstrando diariamente a conivência de autoridades de vários poderes com criminosos de todos os tipos.

Quando pegos, quase nunca são presos. E o máximo de rigor penal, é o uso de tornozeleira eletrônica. E não me surpreenderá, se algum condenado exigirá uma de grife famosa. Já imaginaram uma tornozeleira Giorgio Armani?

Com raríssimas exceções, que nem consigo lembrar, a maioria das nossas autoridades, em todos os níveis da república, tem contas a ajustar com a lei. Mas como sabemos, nada disso funciona nessa confraria brasiliense  pois todos nós que já fomos roubados com um revolver na cara, temos o desprazer de saber que o canalha do bandido vai preso e imediatamente solto na tal audiência de custódia. Por inúmeras vezes. E alguns acabam se tornando íntimos dos mesmos policiais que os prenderam!

Chego à decepcionante conclusão que após 526 anos o Brasil é uma caso perdido. Se você não consegue mais sair à rua, no sagrado direito de ir e vir, EM SEGURANÇA, este é um país para ser descartado.

Que pena!

FRASE DE BOTECO

É evidente que Deus, o supremo-arquiteto, projetou o Brasil como uma sala de estar. Mas os proprietários preferiram usá-lo como depósito de lixo”.
Millôr Fernandes

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