Por favor, descubram e nos avisem o mais rápido possível para que consigamos interditar o mais rápido possível a fonte dessa praga que só pode ser zumbi com tanta ignorância que espalha, no meio de debates tão importantes para o país, na política e economia.

Um imbecil, Paulo Figueiredo, geneticamente transtornado, neto de um ditador que gostava mais de cheirar cavalos do que de gente grava – grava! – um vídeo atacando todas as mulheres, afirmando, entre outras bobagens, que não sabemos votar. A mando ou para mostrar seu lado na briga da madrasta e do enteado candidato da familícia, foi bem longe. Arrematou, grosseiro: “Mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas em geral tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras não, isso que eu tô dizendo, pode arrancar os pentelhos das calcinhas, pode fazer o que você quiser, principalmente as feministas que têm mais pentelhos….”. Não vou responder o que achei disso porque prometi a um leitor importante manter o humor e o palavrão seria ainda mais cabeludo.
Na Tribuna do Senado sobe uma mulher, a tal diretora jurídica da nem mais tão poderosa Fiesp, em meio ao debate sobre a mudança de escala de trabalho 6 X 1, da qual é contrária, com a seguinte argumentação, se é que podemos chamar assim: “Eu trabalho cinco por dois e, aos sábados, qualquer mulher que está nesse plenário, que está no centro urbano ou que está numa comunidade, vai ao salão de cabeleireiro. E vai estar fechado aos sábados para nos atender? Aos domingos eu abasteço o supermercado, eu busco comida para minha família, eu compro remédio para minha mãe. Vai estar tudo fechado aos domingos para mim? É certo isso?”

Contamos para ela onde ela poderia fazer o cabelo e as unhas e que dia? Tá bem, vamos continuar tentando não usar palavrões. Didaticamente, diremos apenas que mesmo que essa escala mudar, ela poderá se arrumar, se é que alguém ainda vai querer atendê-la. Explicaremos também que os mercados continuarão funcionando e que poderá achar farmácias abertas, algumas até 24 horas. Também podemos, sei lá, ensiná-la a comprar online.
Acham que acabou? Não!!! Uma mocinha chamada Vih Tube, que o Brasil conheceu num desses BBBs e o seu marido, também saído do mesmo poço escuro, resolveram se aliar à “guerra” contra a mudança da escala dos trabalhadores. O que fizeram? Inventaram transmitir um reality show particular com premiações em dinheiro para os 11 empregados da mansão de onde vivem esfregando suas riquezas. Na primeira prova já tiveram de encontrar coisas escondidas até dentro do vaso sanitário. O que isso teria a ver com a escala até agora não entendi. O Ministério Público agiu e esse negócio esquisito saiu do ar. Um palavrão a menos para proferir, ainda bem.
Saudades do tempo que a gente brincava quando via ou ouvia alguma maluquice. Perguntávamos: “O que é que ele está tomando? Também quero”.
Agora precisamos, e bem rápido, é de um antídoto.
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MARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, assessora e consultora de comunicação, com passagem pelos principais veículos do país, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br












