Uma ventania forte sopra de canto a canto do planeta. Uma saraivada de descobertas e inovações na ciência e na tecnologia invade as mentes, os comportamentos, o jeito de pensar e de viver das pessoas, numa velocidade e quantidade espantosas.
A Inteligência Artificial, a famosa IA, é o píncaro dessa montanha de conhecimentos, que torna tontos confusos e assustados os seres humanos.
O avanço da internet, das redes sociais, da computação, das comunicações, da bioengenharia genética, são alguns exemplos dessa revolução humana.
Um celular na mão faz a pessoa multiplicar por mil sua capacidade de comunicação, de conhecimento, de criação, enfim, de viver melhor ou sofrer mais.
A IA virou um debate ferrenho. Ao mesmo tempo ajuda a agilizar a solução dos problemas da vida, também é motivo de enorme preocupação por sua capacidade destrutiva.
Toda grande descoberta humana sempre pode ser usada para o bem ou para o mal. Foi assim com a energia atômica, com a aviação, com os produtos químicos, e tantas outras descobertas. Servem para construir uma vida melhor, ou destruir sonhos e existências.
Hoje, esse turbilhão de novidades virou do avesso a rotina de cada um.
Persiste ainda, e tem aumentado, a concentração de renda e a fome no planeta, as guerras pipocam em várias regiões, muitas com cara de genocídio.
A polarização política divide o mundo ao meio, numa disputa política, acirrada e tóxica, em muitos países.
Portanto, os desafios de hoje são imensos, e as conquistas técnico-científicas têm que ser usadas para ajudar a diminuir o sofrimento humano.
Essa é a questão!
Gilberto Natalini
Médico e Ambientalista












