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Boas maneiras – por José Renato Nalini

Embora se possa ter a impressão de que a gentileza tenha caído de moda, as boas maneiras precisam ser resgatadas. Principalmente em relação à natureza, tão sacrificada pela insensibilidade humana, que exaure os recursos naturais com uma rapidez incrível.

A energia estacionária é a segunda causa de comprometimento da atmosfera paulistana, logo em seguida aos efeitos do trânsito. Por isso, a cidadania responsável deveria procurar se servir de iluminação natural ou lâmpadas LED, que gastam a quarta parte da energia que gasta uma incandescente e ainda duram mais. É preciso se lembrar de apagar as luzes quando não se precisa delas. Diminuir os gastos de eletricidade ajuda a reduzir a produção de dióxido de enxofre proveniente das centrais elétricas.

A pintura interna das residências também interessa: cores claras não absorvem a luz como as escuras e ainda a refletem. Sempre é bom instalar sensores de ocupação que desligam as luzes sempre que o cômodo estiver desocupado.

O uso de produtos químicos dentro de casa também deve ser moderado. É mais conveniente optar por solução de vinagre ou limão diluídos em água, em quantidades iguais, para limpar vidros, espelhos e tirar a gordura. Substituir aerossóis ou sprays pelos roll-on, principalmente os recarregáveis. Deve-se evitar os desinfetantes coloridos colocados nas bordas do vaso sanitário, porque são muito poluentes. É conveniente trocar a descarga com válvulas, que gastam de 10 a 30 litros quando acionadas, por aquelas que acompanham caixas de 6 litros de água. Também usar tintas com baixo teor de solventes. Essências como a terebentina, líquido obtido de pinheiros, usado na mistura de tintas, vernizes e polidores, devem ser usadas nas menores quantidades possíveis.

É uma seleção de gestos que podem ser facilmente praticados na rotina, dentro de casa, como saudável pedagogia para formar nova consciência das gerações que suportarão os efeitos das emergências climáticas. Tente ao menos investir em duas dessas práticas.


*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo. 

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