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A durabilidade das relações humanas e a falsidade na atualidade – por João Costa

As relações mais do que nunca estão sendo estabelecidas, por interesses e, em face disso, sua durabilidade é tão efêmera. Geralmente, as pessoas convivem dizendo o que não sentem para se encaixar em um modelo predefinido pela sociedade, que exclui aqueles que não o respeitam.

Via de regra, eu sempre estive à margem, pois nunca soube me ajustar às pessoas e muito menos aos meios para que, de algum modo, eu pudesse ser aceito ou beneficiado com alguma coisa. Nunca fiz questão. Odeio a falsidade, e isso é algo que sempre senti desde a infância. Nunca disse coisas que eu não sentia, nunca papariquei as pessoas, nunca agradei e, por ser como sou, agradeço por ter milhares de conhecidos e um número pequenino de amigos. No entanto, os amigos que possuo realmente são amigos, e não pessoas falsas e oportunistas que só se aproximam por conveniência. Destes, quero absoluta distância.

Detesto o puxa-saquismo e gente que vive dizendo que gosta de mim, pois o gostar e o amar não residem em palavras, nem muito menos na repetição delas o tempo inteiro, mas sim em atitudes consistentes. Aprendi com a minha saudosa e sábia mãe-avó, Brasilina Maria de Jesus Costa, que quem ama de verdade não fala o tempo inteiro, mas vive isso no dia a dia através da coerência entre palavras e ações. Hoje, as relações e tudo mais têm ocupado muito espaço nas falas, mas pouco nas ações efetivas, e é por isso que vivemos cada dia mais conectados às máquinas e menos uns aos outros!

Precisamos de mais verdade, menos hipocrisia e falsidade, pois, enquanto não formos nós mesmos, estaremos dando lugar a um personagem que é tudo, menos o que somos de verdade.

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