Já faz tempo que a política brasileira se transformou numa polarização radicalizada e tóxica. O país se dividiu ao meio entre uma ala dita de “direita”, extrema e radicalizada, e uma outra chamada de “esquerda”, com um discurso progressista e uma prática duvidosa.
Ambos com histórico de populismo, de práticas de corrupção e fisiologismo. Cada um a seu jeito.
O Centro Democrático (não confundir com Centrão) foi esmagado por essa polarização, e hoje não tem lideranças expressivas e de voz na política brasileira.
E assim foi nas últimas eleições. A disputa se deu entre o Lulo/Petismo e o bolsonarismo, rachando o Brasil ao meio.
Ao final, Lula virou o jogo e ganhou a eleição no 2º turno, apoiado por votos que chegaram na última hora. Por mais de 4 milhões de votos o Brasil rejeitou a candidatura da direita extrema.
É importante frisar que tanto Flávio quanto Lula, contavam com 50% cada de rejeição dos brasileiros. Portanto, essa foi a eleição das rejeições. Ganhou o que conseguiu um pouco menos de rejeição.
O Brasil inteiro sabe das lambanças e das mazelas que o PT vem fazendo ao longo dos seus governos. Batemos recordes de endividados, de juros altos, de dívida pública, de falências e inadimplências, pela política econômica dos governos do PT. Para compensar a imensa concentração de renda, que é promovida pelo sistema financeiro, um festival de bolsas, auxílios e outros penduricalhos.
Na política do país, imperou escândalos gigantescos de corrupção, envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
De toda maneira, com todo esse passivo, Lula ganhou a eleição, votado pelo seu séquito petista e por milhões de outros brasileiros, que lhe deram a eleição.
E por quê?
A resposta é o seu adversário.
Os Bolsonaros, que foram ungidos os líderes de “direita” extrema e personificaram o sentimento anti-PT, surgiram no RJ no seio das milícias e cresceram na política com a tese fascistóide, de defesa da ditadura, do preconceito, da violência, estampando na camiseta a foto do Ustra, o líder dos torturadores e assassino de presos políticos.
Pregam abertamente a destruição ambiental, a homofobia, o desprezo pelos doentes (os risos na COVID), o armamentismo que alimenta a violência.
Também colecionou um cardápio de corrupção, com as rachadinhas, as emendas suspeitas, as relações com Vorcaro, Willer e outros criminosos nacionais.
Diante desse quadro polarizado e insólito deu-se as eleições 2026.
O Brasil por 4 milhões de votos, escolheu Lula e derrotou Flávio, que queria se ajoelhar para Trump, que queria mudar a Constituição, com certeza para diminuir as liberdades democráticas. Perdeu!
O desafio de construir o Centro Democrático e Ético no Brasil, continua cada vez mais necessário.
Fiscalizar o governo vencedor, cobrar políticas sociais, ambientais e econômicas sérias, é o dever de cada brasileiro.
As urnas falaram! A luta continua!!
Gilberto Natalini
Médico e Ambientalista












