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> Blog > Saúde > O lúpus pode não ser um vilão na gestação. Por Dra Gabriela Araújo Munhoz
Saúde

O lúpus pode não ser um vilão na gestação. Por Dra Gabriela Araújo Munhoz

Gabriela Aráujo Munhoz
Ultima atualização: junho 19, 2024 12:47 pm
Por Gabriela Aráujo Munhoz 5 leitura mínima
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O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é, como muita gente sabe, uma doença autoimune, crônica, e que afeta diversos órgãos. Essa patologia pode se manifestar em qualquer idade, mas ela é mais comum em mulheres na chamada “idade reprodutiva”, com proporção de nove mulheres para um homem com o quadro clínico. Dados da Lupus Foundation of America apontam que até 5% das crianças desenvolvem lúpus se os pais tiverem a doença. 

A gestação em uma mulher com LES é considerada de risco e, portanto, deve ser planejada em conjunto com o médico reumatologista e o obstetra. O momento ideal para que a paciente esteja liberada para engravidar é quando ela estiver há pelo menos seis meses sem sinais de atividade de lúpus (que chamamos de remissão), a fim de reduzir o risco de complicações maternas e fetais.

Quando a mulher com lúpus ativo engravida, o controle da doença torna-se ainda mais difícil. Há chances de diversas complicações, como a piora do funcionamento dos rins, hipertensão arterial, sobrecarga da função cardíaca e até mesmo eclâmpsia. O avanço da medicina e dos “tratamentos” tornam, hoje, possível uma gestação sem complicações em um grande número de mulheres com LES. A gravidez não é recomendada quando a doença estiver ativa ou quando a paciente estiver em tratamento com medicamentos que podem oferecer riscos ao bebê. Contra indica-se formalmente a gestação em casos de hipertensão pulmonar grave, doença pulmonar restritiva grave, acidente vascular cerebral (AVC) nos últimos seis meses, insuficiência cardíaca grave e renal crônica. 

Estudos recentes apontam que metade das mães portadoras de lúpus avaliadas tiveram uma gravidez sem maiores intercorrências, 20% desenvolveram uma crise de LES durante a gravidez e 15% tiveram uma crise pós-parto. As complicações mais comuns foram os distúrbios hipertensivos (18%), parto prematuro (33%), restrição de crescimento intrauterino (15%) – levando a neonatos pequenos para a idade gestacional – e morte fetal intrauterina (4%).

Existe uma forma de lúpus, conhecida como lúpus neonatal, que ocorre em alguns bebês e é transmitida por gestantes portadoras de anticorpos específicos (anti-Ro e/ou anti-La positivos), acometendo de 1% a 2% dessa população. Esses anticorpos passam da mãe para o feto através da placenta. Os sintomas são erupções na pele do recém-nascido, alterações hepáticas e hematológicas que desaparecem completamente nos primeiros seis meses de vida. Uma manifestação rara é o acometimento cardíaco, que ocorre entre 18 e 24 semanas de gestação, acarretando arritmia na criança. Essa complicação pode ser detectada e tratada durante a gravidez com a realização seriada de ecocardiograma fetal e intervenção precoce.

A fertilidade não é afetada nas mulheres com LES. No entanto, alguns medicamentos específicos que são usados por estas pacientes durante o tratamento, podem impactar negativamente na fertilidade, enquanto outros podem ter efeitos teratogênicos, oferecendo risco ao desenvolvimento do feto. Por isso, a mulher com lúpus deve ser orientada pelo seu médico quanto às medicações cujo uso é permitido ou contraindicado neste período. 

Alguns cuidados são fundamentais para a boa evolução da gestação, como:

* Proteger-se do sol – fazendo uso de protetor solar e evitando exposição ao sol entre as 10h até às 15h;

* Evitar situações de estresse; 

* Manter hábitos saudáveis de alimentação, evitar excesso de sal e frituras;

* Cessar o tabagismo;

* Comparecer regularmente nas consultas de pré-natal, fazer o uso correto das medicações prescritas e exames complementares solicitados;

* Praticar exercícios físicos regularmente e com supervisão; 

* Efetuar controle da pressão arterial.

É importante ressaltar que cada paciente é única e que cada gestação se desenvolve de maneira particular. Mas, com os cuidados e tratamento adequados, as chances de as mulheres com lúpus terem uma gestação saudável e sem intercorrências são muito boas.

Dra Gabriela Araújo Munhoz é  reumatologista, membro da Sociedade Paulista de Reumatologia, doutora em Lúpus Eritematoso Sistêmico pela USP. É ainda médica assistente responsável pelo ambulatório de Lúpus Eritematoso Sistêmico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

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