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Ação Integralista Brasileira (1932 – 1937) – por Sorayah Câmara

Nada mais injusto do que ligar a Ação Integralista Brasileira (AIB) a Hitler, pois ela foi criada em outubro de 1932, quando a doutrina daquele líder era praticamente desconhecida no Brasil, onde repercutia apenas o fascismo de Mussolini, com as ideias centrais de “Estado forte”, com partido político único organizado com bases em corporações econômicas.

“Infelizmente, quando se trata de um movimento político da chamada ‘direita’, há a tendência de denegri-la, enquanto que ‘à esquerda’ tudo se perdoa, esquecendo-se dos genocídios de Stalin e os atos violentos dos brasileiros que, sob a bandeira comunista de Luís Carlos Prestes, tentaram ganhar o poder, como o fizeram em 1934, na Praça da Sé, quando do alto do antigo Edifício Santa Helena, fuzilaram a milícia integralista que, desarmada, vestia pela primeira vez a camisa verde, com a morte de dois operários. Sobre esses homicídios nem sequer foi instaurado inquérito policial”.
(Miguel Reale, jurista brasileiro).

Plínio Salgado, escritor, jornalista, teólogo e político (1895 – 1975), durante a Ação Integralista Brasileira, buscou legitimação do seu discurso político no discurso religioso, num pensamento centrado no espiritualismo cristão, onde proclama uma doutrina de redenção, ou seja, uma “revolução espiritual” onde o lema: “Deus, Pátria e
Família” passa a constituir o cotidiano dos “Camisas-verdes”.

A Ação Integralista Brasileira (AIB) está inserida no contexto histórico nacional e internacional da década de 30, período marcado por um processo de transição desde o nível socioeconômico perpassando também no domínio cultural, social e político.

O integralismo foi um movimento de curta duração (1932-1937) que se tornou amplo, permitindo várias formas de pesquisa nos campos social, político e cultural. Por isso, é um movimento complexo, com várias dimensões de análises possíveis.

O “Manifesto de Outubro” foi redigido pelo injustiçado Plínio Salgado e lido por este no Teatro Municipal de São Paulo em sete de outubro de 1932, foi um dos mais importantes documentos de toda a História do Brasil num repositório da mais pura Brasilidade.

Baseado, acima de tudo, esse documento, nos ensinamentos perenes do Evangelho, na Doutrina Social da Igreja e nas preleções dos grandes pensadores cristãos, espiritualistas e nacionalistas.

O “Manifesto de Outubro” é síntese por excelência da Doutrina profundamente cristã e brasileira do integralismo.

“Convença-te a ti mesmo e depois convencerá os outros”
Plínio Salgado (1895-1975), político, escritor e jornalista brasileiro.

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