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Calor mata, minha gente! – por José Renato Nalini

As mortes relacionadas ao calor aumentaram 23% nos últimos 35 anos. É o que consta do relatório divulgado pela OMS – Organização Mundial da Saúde. Dá para sentir isso em nossa cidade. Ela cresceu desordenadamente ao longo dos séculos. Foi impermeabilizada. Sacrificou-se a cobertura vegetal.

Mas a Prefeitura na gestão Ricardo Nunes tem feito sua parte. Aumenta as áreas verdes, fortalece os sistemas de saúde e provê a cidade com as tendas para atendimento às pessoas que são obrigadas a estar nas ruas durante o calor escaldante.

Com isso, São Paulo quer sair das estatísticas que mostram que 546 pessoas morrem por ano por causa das altas temperaturas. Embora ainda exista o negacionismo, a emissão de gases venenosos, causadores do efeito estufa, incrementam o aquecimento global. As ondas de calor ficam a cada dia mais insuportáveis. Você já notou isso, não foi? Desnecessário recorrer a pesquisas ou a relatórios da OMS.

Esse fenômeno é mais prejudicial às crianças, cujo sistema de termorregulação é ainda imaturo. Elas podem desidratar e dependem dos adultos para prevenção. No outro extremo, os idosos, que geralmente já têm outras doenças crônicas. Além disso, os trabalhadores ao ar livre, sempre mais expostos.

São Paulo tem plano para responder às altas temperaturas. Mas é preciso que a sociedade também se conscientize de que a melhor forma de atenuar o calor é plantar árvores. A mais eficiente e eficaz tecnologia. A mais barata. E aquela que acarreta uma série infinda de benefícios para a saúde e qualidade de vida da população.

Dissemine essa ideia: a árvore é a melhor amiga da vida humana. E não cobra nada por isso. Ela apenas quer zelo e cuidado. Se for com carinho, ainda melhor.

*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.  

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