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Cigarro Eletrônico: Veneno. Por Gilberto Natalini

O tabaco acompanha a humanidade há séculos. O hábito do cigarro, ou similares está presente no mundo inteiro.

Foi e é ainda muito forte a indústria do cigarro nos países, inclusive no Brasil, com grandes empresas multinacionais que aferem lucros exorbitantes de centenas de bilhões de reais/ano.

Gradativamente, a ciência médica foi descobrindo as graves consequências à saúde das pessoas provocados pelo cigarro nos fumantes e também seres próximos.

A queima do cigarro libera quase 5 mil substâncias altamente nocivas ao organismo do fumante.

O resultado do tabagismo se manifesta com várias doenças.

O câncer de pulmão e de boca é produzido pelo alcatrão liberado na queima do tabaco. O câncer de pulmão é o 1º lugar entre os tumores malignos no mundo entre os homens, e o 3º no Brasil.

As bronquites e o enfisema são outras doenças que tem no cigarro sua origem.

Mas, a ação mais nociva do cigarro é sobre o aparelho cardiovascular, pois o fumo é fator importante na obstrução de artérias e arteríolas causando infarto, AVC e obstrução vascular em membros.

A nicotina, base do cigarro, é um oxidante forte, que atinge todas as células do corpo, acelerando o envelhecimento do organismo.

Aqui no Brasil, no ano 2000, conseguimos um grande avanço na luta contra o tabagismo.

O José Serra era o Ministro da Saúde e eu estava como presidente do CONASEMS e o SUS iniciou uma grande campanha de educação pública contra o tabagismo, que deu muito certo. Hoje, temos 12% de brasileiros fumantes, mas já foi bem maior.

A reação da indústria do tabaco foi enorme, mas a saúde pública venceu a batalha.

Nos tempos seguintes houve um certo relaxamento dos governos, mas os resultados se mantiveram favoráveis.

É uma luta diária e constante contra o vício de fumar, para resguardar a saúde da população. A aderência da nicotina ao corpo é maior que a da cocaína.

Agora, surge novamente uma ofensiva da indústria do tabaco de vender seus venenos inalatórios.

Surgiu o conhecido cigarro eletrônico, o chamado VAPE, e surgiu com força.

A ANVISA, de forma acertada, publicou uma portaria proibindo o comércio dos VAPES no Brasil. Aplausos.

O cigarro eletrônico, segundo a Drª. Margareth Dalcomo, pneumologista da FIOCRUZ, e grande estudiosa desse assunto, possui milhares de substâncias tóxicas ao ser humano. É um pacote de venenos inalatórios.

Com um agravante: o usuário do cigarro eletrônico fica dependente em alguns dias, e os graves danos ao pulmão da pessoa aparecem em poucos meses.

O cigarro eletrônico é uma bomba atirada contra a saúde humana.

Temos visto crescer os usuários de VAPE, principalmente entre os jovens.

E agora, para piorar a situação, está no Senado Federal o Projeto de Lei que propõe liberar o uso e o comércio do cigarro eletrônico no Brasil.

Isso é uma agressão violenta à saúde do povo brasileiro e um retrocesso imenso em nossa luta contra o tabagismo.

Precisamos todos, nós profissionais de saúde, e toda população brasileira, nos manifestar fortemente repudiando o PL 5008/23 e exigindo a proibição definitiva desse veneno inalatório chamado cigarro eletrônico na vida da nossa população.

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