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Custos sob controle: a tecnologia a serviço do transporte público – por Marcos Maciel

Os orçamentos públicos estão cada vez mais pressionados, e o financiamento de serviços essenciais segue no centro da gestão pública. No transporte coletivo, esse desafio é ainda maior: equilibrar os custos da operação com a oferta de um serviço que seja de qualidade e acessível. Hoje, cerca de 30% dos custos do transporte urbano por ônibus são cobertos por subsídios públicos, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Em 67 sistemas analisados, isso representa aproximadamente R$ 12 bilhões por ano para cobrir déficits operacionais, cifras que mostram o peso do setor sobre o caixa das prefeituras.
 
Mas o debate sobre eficiência não pode se restringir à busca por mais recursos. O verdadeiro diferencial está em como esses recursos são geridos. E é aí que a tecnologia, aliada à boa governança, tem se mostrado uma das mais poderosas estratégias para colocar os custos sob controle, sem comprometer o serviço prestado. Cada real economizado em melhora operacional ou em redução de fraudes pode voltar para a melhoria da frota, da infraestrutura e da experiência do passageiro.

O setor de mobilidade urbana é um dos que mais se beneficiam da automação inteligente. Desde o fim dos anos 1990, quando o vale-transporte em papel deu lugar à bilhetagem digital, introduzida pela Empresa1, deu-se início a uma nova era no controle financeiro e operacional do transporte público no Brasil.

Hoje, essa transformação é acelerada por diversas inovações. Aplicativos que permitem ao usuário ter controle total da própria jornada, como consultar horários e itinerários, comprar créditos e pagar a passagem; recarga do cartão de transporte por WhatsApp; pagamento via PIX direto no validador; e terminais de venda de autoatendimento são exemplos de ferramentas que facilitam a vida do passageiro e reduzem custos administrativos. Isso porque, ao digitalizar processos, minimizamos a necessidade de infraestrutura física de atendimento, reduzindo o uso de dinheiro em espécie e diminuindo os custos com manutenção de pontos de venda.

Do lado da operação, existem soluções como os validadores embarcados, capazes de aprovar a passagem e realizar telemetria (coleta, transmissão e análise remota de dados em tempo real), permitindo a gestão eficiente da frota. Isso impacta diretamente na redução de ociosidade, no controle de consumo de combustível e na manutenção preditiva.

A biometria facial também se destaca como ferramenta de controle, ao prevenir fraudes em benefícios, com identificação imediata de irregularidades. A redução de perdas com gratuidades indevidas gera uma economia significativa para os sistemas, diminuindo a pressão sobre os subsídios públicos.

Assim, a inovação tecnológica no transporte público gera ganhos concretos de produtividade, transparência e governança, devolvendo previsibilidade ao orçamento público. Uma cidade que economiza por meio da automação ganha margem para, por exemplo, investir em corredores exclusivos, integração tarifária e melhoria da experiência do usuário. Ou até mesmo em outros setores, segundo a necessidade de cada município e dependendo da natureza desses recursos economizados.

* Marcos Maciel Filho é CEO da Empresa 1, centro de inovação em mobilidade urbana.

Sobre a Empresa 1 – Pioneira do sistema de bilhetagem digital para transporte público no Brasil, a Empresa 1 é um centro de inovação em mobilidade urbana que, desde 1997, vem desenvolvendo tecnologias que agilizam os processos do serviço de transporte público, facilitam a circulação de pessoas pelas cidades e evitam fraudes no setor. A companhia é parte do Grupo Volaris e do coletivo Modaxo – que oferece soluções confiáveis que atendem às necessidades dos clientes na vida real, nas comunidades em que são estabelecidos e nas quais servem. Trabalhando em prol da inovação no transporte de pessoas, a Empresa 1 atende mais de 150 cidades, gerencia 90 datacenters, mantém 18 milhões de cartões inteligentes em uso, realiza 20 milhões de certificações de crédito diariamente e gera 218 milhões de imagens biométricas por mês. A Empresa 1 também está entre as 100 Empresas Mais Influentes em Mobilidade do ranking do Mobilidade Estadão em parceria com o Connected Smart Cities. 

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