Evoé, Momo!
Brasília está em festa! Mais um carnaval para as excelências, regado a boas bebidas, ótimas comidas e o povão, burro e impotente, que se f…digo, que se lasque.
Quando estava no meu período laboral, as empresas que me empregavam não faziam nenhuma fiscalização ou auditoria nas notas fiscais dos restaurantes que eu levava os convidados. Apenas apresentava o comprovante. Não havia nenhum questionamento quanto ao fato de haver uma garrafa de vinho ou qualquer tipo de bebida alcoólica.
Nas viagens, quando estava sem convidado e desejava um aperitivo, cerveja, ou vinho, a nota fiscal vinha apenas com a despesa dos alimentos. A bebida alcoólica pessoal, pagava do meu bolso.
Podia dormir tranquilo e assim fiz minha carreira sem nenhum tipo de observação ou reprimenda.
Isso não acontece nos serviços públicos municipais, estaduais ou federal. Constatei, nestes 81 anos de vida, a quantidade incalculável de achaques, maracutaias, notas fiscais frias e pressões para aquela “ajudinha” ao fiscal, aos políticos em geral e dizem…até mesmo para as autoridades dos diversos campos políticos e administrativos deste país.
E o pior, quando são flagrados simplesmente nada acontece.
Quando alguém é flagrado, vão para o conforto de suas coberturas como o Cabral e o Collor. Na tal “prisão domiciliar”. Agora, em se tratando de Brasil, alguém acredita que os meliantes não dão uma escapadinha nos seus carros blindados e protegidos pelo insulfilm?
Pra frente Brasil!
FRASE DE BOTECO
“Quando um político grita que outro é um grande ladrão público, é impossível não revelar na voz um leve traço de inveja”.
MILLÔR FERNANDES











