O aquecimento global é uma realidade cientifica, social, econômica e ambiental.
Embora ainda haja os que negam, duvidam, e desdenhem, por desconhecimento, por descrença ou por má fé, os fatos mostram que o planeta vem se aquecendo e provocando as mudanças climáticas e seus fenômenos extremos.
Um dos fenômenos mais sentidos por todos são as ondas de calor, cada vez mais intensas.
Há épocas que as temperaturas ficam insuportáveis, chegando a níveis incompatíveis com a saúde e com a vida.
Isso vem acontecendo em todas as partes do mundo de forma repetida.
A reação dos governos e das pessoas tem sido insuficiente para mitigar e prevenir o evento.
A saída para o grave incomodo tem sido “a mais fácil e paliativa”.
A climatização dos ambientes internos passou a ser uma premissa. O ar condicionado transformou-se num fetiche humano. Mais um!
Sabemos que a climatização dos espaços internos não é nova. Nos carros foi quase uma exigência de consumo, e isso já faz tempo.
Nas residências e imóveis comerciais também foi ganhando escala.
Mas nos tempos atuais, o ar condicionado tornou-se um refúgio imperativo para a proteção das pessoas contra o calor cada vez mais severo.
Aqui no Brasil e em outras partes do mundo, temperaturas de 40/45 graus Celsius tem sido uma constante observada.
No Rio de Janeiro, há pouco tempo, a sensação térmica chegou a 49ºC. Isso é causa certa de adoecimento e morte.
Segundo dados citados pelo climatologista Carlos Nobre, o calor extremo é a maior causa de morte nas mudanças climáticas.
Os cálculos são imprecisos, pois a medicina ainda não dominou o assunto, a ponto de diagnosticar todos os casos. Daí a subnotificação.
A busca por energia limpa e a substituição dos combustíveis fósseis, causa principal emissão dos gases de efeito estufa, andam no ritmo muito aquém do necessário. Por isso o planeta continua no caminho do aquecimento.
As instituições e as pessoas buscam a climatização dos ambientes como compensação para suportar as temperaturas.
É comum vermos nas ruas, em dias de grande calor, as pessoas entrando em comércios, escritórios e repartições que têm ar condicionado, somente para proteger-se do calor extremo.
A produção e a instalação dos condicionadores de ar têm aumentado vertiginosamente. O número de residências e outros imóveis que vem instalando esses aparelhos cresceu muito nos últimos tempos.
Isso exige dinheiro para comprar, instalar e manter o sistema de refrigeração. Soma-se a isso o aumento significativo do gasto e do custo da energia elétrica necessária.
No Brasil somente 20% da população tem acesso a aparelhos de ar condicionado.
Parte dos “sem ar” viram-se com ventiladores mesmo, e parte significativa das pessoas nem isso possui.
É preciso explicitar as contraindicações da climatização do ar: além dos custos da implantação e da sobrecarga no gasto de eletricidade, temos também os aspectos da saúde, pela pouca umidade desse ar, o choque térmico, e a contaminação por aparelhos malconservados.
Assim, num resumo rápido, temos perdido a batalha contra as mudanças climáticas. O calor extremo tem sido o mais nocivo dos fenômenos climáticos: A saída para isso tem sido individual buscando a climatização de cada imóvel; as consequências são o gasto considerável com a instalação, a manutenção e a energia elétrica; só pequena parte da população do Brasil tem condições de adquirir o aparelho; temos ainda os agravos da saúde produzidos pelo ar condicionado.
E por fim é mais uma solução paliativa para o problema mais grave do aquecimento global que continua relevado por grande parte da humanidade.












